A Petrobras (PETR4) voltou a ser destaque no cenário global de distribuição de dividendos, ocupando a 14ª posição entre as vinte maiores empresas do mundo em 2024, segundo levantamento da gestora Janus Henderson. A estatal brasileira, que ficou de fora do ranking em 2023, distribuiu R$ 75,8 bilhões no ano passado, sendo R$ 73,9 bilhões […]
A Petrobras (PETR4) voltou a ser destaque no cenário global de distribuição de dividendos, ocupando a 14ª posição entre as vinte maiores empresas do mundo em 2024, segundo levantamento da gestora Janus Henderson. A estatal brasileira, que ficou de fora do ranking em 2023, distribuiu R$ 75,8 bilhões no ano passado, sendo R$ 73,9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). A companhia é a quarta maior do setor de petróleo e gás, atrás apenas de ExxonMobil, Chevron e PetroChina.
No entanto, as empresas brasileiras, em geral, enfrentaram um cenário desafiador, com uma queda de 9% nos dividendos em 2024 em comparação a 2023, totalizando US$ 22,4 bilhões. Esse desempenho negativo foi influenciado por uma redução de 28,7% no quarto trimestre, refletindo a desvalorização do real e cortes significativos na distribuição de proventos por empresas como a Vale (VALE3), que viu seus dividendos caírem 30%.
Globalmente, o cenário foi mais positivo, com um aumento de 6% nos dividendos, alcançando um recorde de US$ 1,75 trilhão. A Janus Henderson destacou que 88% das empresas aumentaram ou mantiveram seus dividendos estáveis, com os Estados Unidos, Canadá, França, Japão e China se destacando. A Petrobras, por sua vez, representou quase 50% do total distribuído no Brasil, com US$ 10,83 bilhões, enquanto a Vale ficou em segundo lugar com US$ 4,16 bilhões.
Jane Shoemake, gerente de portfólio da Janus Henderson, comentou que a dependência do Brasil em relação a commodities impacta diretamente os dividendos. Apesar do aumento da Petrobras em 2024, isso não foi suficiente para compensar as perdas de outros setores, como o de mineração. A especialista também alertou sobre incertezas econômicas para 2025, citando possíveis guerras comerciais e altas taxas de juros que podem afetar o crescimento dos lucros e a rentabilidade das empresas.
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