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Desigualdade salarial persiste na medicina: homens recebem 22,6% a mais que mulheres no Brasil

- Médicos no Brasil têm salário médio de R$ 19.907, com homens ganhando 22,6% a mais. - Diferença salarial persiste mesmo com qualificações iguais entre gêneros. - Médicos trabalham mais horas, mas a remuneração por hora é maior para homens. - Carga horária varia com estado civil, refletindo sobrecarga de responsabilidades. - Pesquisa revela que medicina se torna mais feminina, mas desigualdade persiste.

Os médicos no Brasil têm um salário médio de R$ 19.907 mensais, com uma disparidade significativa entre gêneros. Os homens recebem, em média, R$ 22.669,86, enquanto as mulheres ganham R$ 17.535,32, resultando em uma diferença de 22,6%. A pesquisa do Research Center da Afya revela que, apesar de os homens trabalharem mais horas por semana […]

Os médicos no Brasil têm um salário médio de R$ 19.907 mensais, com uma disparidade significativa entre gêneros. Os homens recebem, em média, R$ 22.669,86, enquanto as mulheres ganham R$ 17.535,32, resultando em uma diferença de 22,6%. A pesquisa do Research Center da Afya revela que, apesar de os homens trabalharem mais horas por semana (54,3 horas) em comparação às mulheres (47,4 horas), essa carga horária não justifica a diferença salarial, já que o valor da hora trabalhada é de R$ 417 para médicos e R$ 370 para médicas, uma discrepância de 11,4%.

A renda líquida mensal dos médicos é superior independentemente do grau de formação, com a maior diferença entre especialistas, que chega a 22,4%. Eduardo Moura, médico e diretor de pesquisa da Afya, destaca que a diferença salarial é evidente e sugere que, apesar das qualificações, as mulheres enfrentam barreiras que limitam seu progresso profissional. Ele ressalta a necessidade de uma análise mais profunda para reverter essa situação, especialmente considerando que a medicina está se tornando uma profissão predominantemente feminina.

Entre os médicos com filhos, a carga horária média é de 55,2 horas por semana, enquanto as médicas dedicam 46,7 horas. A pesquisa também mostra que homens casados ou em união estável trabalham 55,4 horas por semana, em contraste com as mulheres, que trabalham 45,9 horas, indicando uma possível sobrecarga de responsabilidades domésticas. Para médicas divorciadas ou separadas com filhos, a jornada de trabalho aumenta para 50,7 horas, refletindo a necessidade de equilibrar carreira e responsabilidades familiares.

O perfil dos participantes da pesquisa é equilibrado entre gêneros, com a maioria na faixa etária de 26 a 35 anos (55,7%). Quase metade dos respondentes é solteira (47,3%), e 65,7% não têm filhos. A formação dos médicos é predominantemente recente, com 52,5% graduados nos últimos cinco anos. A pesquisa, realizada entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, contou com 2.637 respostas, recrutadas por e-mail marketing para médicos da Afya.

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