As ações do Mercado Livre (MELI34) registraram uma queda de 3,63%, com o preço por ação a US$ 1.971,01 às 16h07 (horário de Brasília). Segundo análise do Itaú BBA, essa desvalorização é atribuída ao lançamento do TikTok Shop no Brasil, previsto para abril, e ao aumento de 38% nos investimentos da empresa no México. A […]
As ações do Mercado Livre (MELI34) registraram uma queda de 3,63%, com o preço por ação a US$ 1.971,01 às 16h07 (horário de Brasília). Segundo análise do Itaú BBA, essa desvalorização é atribuída ao lançamento do TikTok Shop no Brasil, previsto para abril, e ao aumento de 38% nos investimentos da empresa no México. A data específica do lançamento gerou incertezas entre investidores, que temem uma desaceleração do GMV (Valor Bruto de Mercadorias) no Brasil devido à concorrência crescente.
O TikTok Shop começará suas operações com um grupo restrito de vendedores locais, integrando-se à operação já existente no México. A preocupação central é que a chegada do TikTok Shop possa resultar em perda de participação de mercado para o Mercado Livre, especialmente com o avanço da Shopee e mudanças na estratégia da Amazon, que incluem a redução de taxas de comissão. O Itaú BBA destaca que, apesar da concorrência, o forte posicionamento do Mercado Livre, focado na experiência do cliente, continua sendo um diferencial.
Outro fator que impactou o mercado foi o anúncio de um investimento de US$ 3,4 bilhões no México, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Esse investimento será direcionado para tecnologia, serviços financeiros e logística, além da contratação de 10 mil novos funcionários, ampliando o quadro para 35 mil colaboradores. O México é o segundo maior mercado da empresa na região, e o aumento dos investimentos é visto positivamente, especialmente com o crescimento no setor de crédito.
O Itaú BBA manteve sua recomendação de outperform para as ações do Mercado Livre, com um preço-alvo de US$ 2.473 até o final deste ano. A repressão do governo mexicano contra compras transfronteiriças também pode beneficiar a empresa, permitindo que se distancie de concorrentes como Temu, Shopee e Shein. O histórico do Mercado Livre indica que investimentos em logística têm impulsionado o crescimento do GMV e a participação de mercado.
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