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Mulheres buscam flexibilidade no trabalho, mas temem impactos na carreira

- Pesquisa da CNBC revela que 87% das mulheres se consideram ambiciosas. - Dificuldades em encontrar empregos remotos afetam 90% das mulheres em busca. - Apenas 9% das vagas no LinkedIn são para funções remotas, aumentando a competição. - Mandatos de retorno ao escritório podem agravar a busca por flexibilidade no trabalho. - Mulheres priorizam flexibilidade, mesmo que isso signifique menor remuneração.

A pesquisa anual da CNBC com a SurveyMonkey revelou que 87% das mulheres se consideram ambiciosas em suas carreiras, com 48% se classificando como “muito ambiciosas”. Realizada entre 21 de fevereiro e 3 de março com mais de 18.800 trabalhadores nos Estados Unidos, o estudo também destacou que muitas mulheres veem a flexibilidade no trabalho […]

A pesquisa anual da CNBC com a SurveyMonkey revelou que 87% das mulheres se consideram ambiciosas em suas carreiras, com 48% se classificando como “muito ambiciosas”. Realizada entre 21 de fevereiro e 3 de março com mais de 18.800 trabalhadores nos Estados Unidos, o estudo também destacou que muitas mulheres veem a flexibilidade no trabalho como essencial para seu avanço profissional. No entanto, 40% das entrevistadas expressaram preocupações sobre como o uso de benefícios flexíveis, como licença remunerada e trabalho remoto, poderia impactar negativamente suas metas de carreira.

Atualmente, 75% das mulheres trabalham em regime presencial, enquanto apenas 11% estão totalmente remotas e 12% adotam um modelo híbrido. Apesar de 34% das participantes valorizarem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a busca por empregos que ofereçam essa flexibilidade se torna desafiadora. A diretora de pesquisa da Catalyst, Tara Van Bommel, observou que a recente onda de mandatos de retorno ao escritório pode intensificar essas preocupações, já que a percepção de segurança em utilizar opções flexíveis diminui.

Entre as mulheres que consideraram deixar seus empregos, 21% mencionaram a busca por um ambiente menos estressante e melhor remuneração. No entanto, 8% que realmente deixaram seus postos o fizeram em busca de um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Van Bommel destacou que muitas mulheres estão dispostas a aceitar empregos com menor remuneração em troca de maior flexibilidade, especialmente aquelas com responsabilidades de cuidado e parentalidade.

A pesquisa também revelou que 90% das mulheres que estão em busca de emprego consideram difícil encontrar oportunidades, especialmente remotas ou híbridas. Apenas 9% das vagas no LinkedIn eram para funções remotas, mas essas representaram 40% das candidaturas. Com a crescente competição e a diminuição das opções de trabalho flexível, o cenário se torna ainda mais desafiador, levando a uma reflexão sobre o futuro do trabalho e a necessidade de adaptação das empresas a essas demandas.

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