A Walgreens Boots Alliance, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, será adquirida pela Sycamore Partners por US$ 10 bilhões, conforme anunciado na quinta-feira. A transação marca o fim de quase um século de presença da empresa no mercado de ações. O preço por ação será de US$ 11,45, representando um prêmio de […]
A Walgreens Boots Alliance, uma das maiores redes de farmácias dos Estados Unidos, será adquirida pela Sycamore Partners por US$ 10 bilhões, conforme anunciado na quinta-feira. A transação marca o fim de quase um século de presença da empresa no mercado de ações. O preço por ação será de US$ 11,45, representando um prêmio de 8% sobre o fechamento anterior. O valor total da operação, incluindo dívidas, pode chegar a US$ 23,7 bilhões.
Nos últimos anos, a Walgreens enfrentou uma queda significativa em seu valor de mercado, que despencou 90% desde 2015, atingindo US$ 9,3 bilhões. A empresa viu suas margens de lucro encolherem devido à concorrência de rivais como Amazon e Walmart, além de um aumento nas dívidas, que somam quase US$ 30 bilhões. A Sycamore, especializada em investimentos em varejo, tem um histórico de reestruturações em empresas em dificuldades, o que levanta preocupações sobre cortes e fechamento de lojas.
A Walgreens, sob a liderança do CEO Tim Wentworth, já iniciou um programa de redução de custos de US$ 1 bilhão e planeja fechar cerca de 1.200 lojas nos próximos anos, refletindo uma estratégia de otimização. A empresa, que emprega atualmente 312 mil pessoas em 12 mil lojas, sofreu uma queda drástica em comparação aos 21 mil estabelecimentos que tinha há quatro anos. O ex-CEO Stefano Pessina, que viu o valor da empresa cair pela metade durante seu mandato, continua como o maior acionista individual.
A transação deve ser concluída no quarto trimestre de 2025. A Walgreens, que já foi avaliada em mais de US$ 100 bilhões em 2015, agora enfrenta um cenário desafiador, com a necessidade de se adaptar a um mercado em transformação e a crescente concorrência no setor de farmácias. A empresa também está reduzindo sua presença no setor de saúde, cortando investimentos em sua unidade de cuidados primários.
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