O governo brasileiro anunciou na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, a isenção da tarifa de importação de alguns alimentos, incluindo o azeite, com o objetivo de combater a inflação. Economistas e a Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (Oliva) acreditam que a medida pode beneficiar o consumidor, mas ainda […]
O governo brasileiro anunciou na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, a isenção da tarifa de importação de alguns alimentos, incluindo o azeite, com o objetivo de combater a inflação. Economistas e a Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (Oliva) acreditam que a medida pode beneficiar o consumidor, mas ainda não é possível determinar o impacto exato nos preços nas gôndolas. O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, ressalta que a redução de preços está mais relacionada ao aumento da oferta na Europa do que à isenção do governo.
Atualmente, 99,9% do azeite consumido no Brasil é importado, com uma alíquota de 9% que será eliminada. A Espanha é a maior produtora mundial, respondendo por 42% da oferta, seguida por Itália e Grécia. A dependência do Brasil em relação às importações de azeite contrasta com outros produtos, como açúcar e café, cuja produção é majoritariamente nacional. Economistas estimam que o consumidor poderá sentir os efeitos da medida em até dois meses, pois os estoques atuais foram adquiridos com a tarifa anterior.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que a isenção entrará em vigor em breve, mas o professor Carlos Eduardo de Freitas Vian, da Esalq-USP, alerta que a redução de preços não será necessariamente proporcional à eliminação da tarifa. Fatores como oferta, demanda e custos de frete também influenciam os preços. O economista Matheus Peçanha, da FGV Ibre, destaca que a competitividade do mercado será crucial para que os consumidores se beneficiem da isenção.
As dificuldades enfrentadas pela produção de azeite na Europa, como calor extremo e seca, resultaram em uma queda de 40% na produção de 2022/23, mas a expectativa para a safra 2024/25 é de 3,3 milhões de toneladas. Apesar da boa colheita, o preço do azeite ainda está elevado, com um aumento de 17,24% nos últimos doze meses até janeiro, embora tenha diminuído em relação ao pico de 50,74% em junho. A presidente da Oliva, Rita Bassi, acredita que o azeite não retornará aos preços anteriores às elevações.
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