A Embraer, após enfrentar desafios com o rompimento do acordo de joint venture com a Boeing em 2020, conseguiu reverter sua situação financeira. Em 2023, a empresa brasileira recebeu 150 milhões de dólares em indenização da Boeing, o que contribuiu para um desempenho positivo no mercado de capitais. As ações da Embraer na bolsa de […]
A Embraer, após enfrentar desafios com o rompimento do acordo de joint venture com a Boeing em 2020, conseguiu reverter sua situação financeira. Em 2023, a empresa brasileira recebeu 150 milhões de dólares em indenização da Boeing, o que contribuiu para um desempenho positivo no mercado de capitais. As ações da Embraer na bolsa de Nova York subiram 140% no último ano, enquanto a Airbus teve um aumento de apenas 10% e a Boeing viu seu valor de mercado cair mais de 20%.
Os resultados financeiros da Embraer para 2024 mostraram um lucro líquido de 2,6 bilhões de reais, mais que sextuplicando em relação ao ano anterior. Essa performance impulsionou as ações na B3, que subiram 12% em um único dia. Um marco importante foi a encomenda de 182 aeronaves pela Flexjet, totalizando 7 bilhões de dólares, o maior pedido de jatos executivos da história da Embraer, destacando a resiliência do setor durante a pandemia.
A Embraer, que anteriormente enfrentou um prejuízo de 2,3 bilhões de reais em 2020, agora planeja retomar a distribuição de dividendos, algo que não ocorre há mais de seis anos. O presidente Francisco Gomes Neto afirmou que a empresa não é mais a mesma de 2020 e que está bem posicionada para enfrentar desafios futuros, como a instabilidade gerada pela volta de Donald Trump à presidência dos EUA.
Embora a margem do Ebit da Embraer deva cair de 11,1% para até 8,3% em 2025, analistas mantêm uma visão otimista. O Itaú BBA classifica as ações da Embraer como “top pick”, com um preço-alvo de 51 dólares. A empresa se mostra preparada para continuar sua trajetória de crescimento, aproveitando oportunidades no mercado de aviação.
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