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Empresários mexicanos enfrentam incertezas e queda de investimentos devido a ameaças de Trump

- Estados Unidos adiou imposto de 25% sobre importações mexicanas até abril. - Incertezas geradas por Trump causaram queda de 39% em novos investimentos. - Mais de 60 bilhões de dólares em investimentos estão paralisados no México. - Banco de México cortou previsão de crescimento do PIB de 1,2% para 0,6%. - Setores exportadores enfrentam incertezas que afetam contratos e empregos.

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Os Estados Unidos adiaram para abril a aplicação de um arancel de 25% sobre as importações mexicanas, oferecendo um alívio temporário ao México. Contudo, a incerteza gerada pelas ameaças constantes do presidente Donald Trump já impacta negativamente a economia mexicana, com um declínio de 39% nas novas investimentos estrangeiros, totalizando apenas 3,169 bilhões de dólares […]

Os Estados Unidos adiaram para abril a aplicação de um arancel de 25% sobre as importações mexicanas, oferecendo um alívio temporário ao México. Contudo, a incerteza gerada pelas ameaças constantes do presidente Donald Trump já impacta negativamente a economia mexicana, com um declínio de 39% nas novas investimentos estrangeiros, totalizando apenas 3,169 bilhões de dólares em 2024, o menor valor em três décadas. O Conselho Coordenador Empresarial estima que mais de 60 bilhões de dólares em investimentos estão paralisados devido a esse clima de incerteza.

Os efeitos das ameaças protecionistas de Trump estão se refletindo nas empresas mexicanas, que enfrentam custos crescentes e uma possível inflação. Francisco Cervantes, presidente do Conselho, celebrou a prorrogação do arancel, mas destacou que a iniciativa privada continuará a negociar para eliminar a ameaça de Trump. Ele enfatizou a importância de investir em infraestrutura, dada a dependência do México em relação ao comércio com os Estados Unidos, onde 80% das exportações mexicanas são destinadas.

O setor exportador mexicano, que inclui produtos automotivos e eletrônicos, registrou um recorde de 41,6 bilhões de dólares em exportações para os EUA em janeiro, um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior. Especialistas alertam que, embora o governo de Claudia Sheinbaum busque atender às demandas dos EUA, é crucial fortalecer a demanda interna e as cadeias produtivas nacionais. A Moody’s Analytics prevê que a aplicação de aranceles poderia reduzir o crescimento da economia mexicana em 1,2% em 2024 e 0,3% em 2025.

Apesar da incerteza, a Secretaria da Fazenda mantém sua previsão de crescimento em 2,5%. A próxima data crítica será em 2 de abril, quando Trump decidirá se o México será incluído em um novo conjunto de tarifas. A presidente Sheinbaum afirmou ter planos para enfrentar essas ameaças, mas não forneceu detalhes, o que aumenta a incerteza entre os empresários. A economia mexicana continua vulnerável, aguardando para ver se receberá um tratamento diferenciado sob o TMEC.

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