O endividamento das famílias brasileiras via carnê cresceu 17% em fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este aumento retorna ao nível observado entre agosto e outubro de 2023. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, também aponta pequenas reduções […]
O endividamento das famílias brasileiras via carnê cresceu 17% em fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este aumento retorna ao nível observado entre agosto e outubro de 2023. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, também aponta pequenas reduções nas dívidas relacionadas a cartões de crédito, cheque especial, crédito pessoal e consignado.
Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, ressalta que 76,4% das famílias estão endividadas, e os carnês surgem como uma alternativa para contornar as avaliações de crédito do sistema financeiro. Ele explica que, em um cenário de juros altos e dificuldades financeiras, os consumidores buscam formas de crédito mais acessíveis.
Além disso, Tavares destaca que os carnês são uma estratégia utilizada pelas empresas para fidelizar clientes. “Os carnês são instrumentos muito utilizados pelo varejo regional”, afirma. Com a restrição de crédito nos bancos e cartões, muitos brasileiros recorrem a essas opções oferecidas por lojistas locais para manter seu consumo.
Esse fenômeno reflete uma mudança nas dinâmicas de crédito, onde o acesso a financiamentos formais se torna cada vez mais limitado, levando os consumidores a buscar alternativas no varejo. A tendência sugere uma adaptação ao cenário econômico atual, onde o endividamento via carnê se torna uma solução viável para muitos.
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