O déficit primário do Brasil em fevereiro de 2024 deve totalizar R$ 29,2 bilhões, uma redução significativa em relação aos R$ 58,3 bilhões do mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Portal SIGA-Brasil. O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, atribui essa melhora ao alto volume de precatórios pagos no início do ano e […]
O déficit primário do Brasil em fevereiro de 2024 deve totalizar R$ 29,2 bilhões, uma redução significativa em relação aos R$ 58,3 bilhões do mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Portal SIGA-Brasil. O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, atribui essa melhora ao alto volume de precatórios pagos no início do ano e ao crescimento das receitas, que, embora mais fracas que no ano passado, ainda contribuem positivamente.
Salto também destaca que as despesas discricionárias (não obrigatórias) caíram 12,7% em termos reais, devido à não aprovação do Orçamento. O Bolsa Família, uma despesa significativa, apresentou queda no período. No entanto, o economista alerta que não se pode afirmar que houve uma melhora substancial no desempenho fiscal do governo.
Para garantir o cumprimento da meta fiscal, Salto sugere que o governo deve implementar um contingenciamento de R$ 30,9 bilhões após a aprovação do Orçamento. Ele menciona que isso permitiria atingir a meta, mas ainda dentro da banda inferior de -0,25% do PIB. O impacto de possíveis ajustes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e no Bolsa Família ainda precisa ser observado ao longo do ano.
Os dados revelam uma Receita Líquida de R$ 144,5 bilhões e uma Despesa Total de R$ 173,6 bilhões, com um aumento real de 3,7% nas receitas e uma queda real de 13,4% nas despesas em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Portal SIGA-Brasil.
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