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Rafael Ferri adquire 5,11% da Casas Bahia em meio à explosão das ações da varejista

- O investidor Rafael Ferri adquiriu 5,11% das ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3). - As ações da varejista subiram 77% em março e 29,91% na última segunda-feira (10). - A companhia divulgará resultados do 4T24 nesta quarta-feira (12), com expectativas mistas. - Analistas apontam que a alta recente pode ser impulsionada por um short squeeze. - O Grupo Casas Bahia enfrenta desafios, mas apresenta sinais de recuperação e transformação.

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O investidor Rafael Ferri adquiriu uma participação de 5,11% em ações ordinárias e derivativos do Grupo Casas Bahia (BHIA3), conforme comunicado da varejista na noite de terça-feira, 11 de março de 2024. O objetivo dessa aquisição é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa da empresa. Essa movimentação ocorre […]

O investidor Rafael Ferri adquiriu uma participação de 5,11% em ações ordinárias e derivativos do Grupo Casas Bahia (BHIA3), conforme comunicado da varejista na noite de terça-feira, 11 de março de 2024. O objetivo dessa aquisição é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa da empresa. Essa movimentação ocorre em um contexto de forte valorização das ações, que subiram 96% no mês e 80% em 2024, com um aumento de 30% apenas na última segunda-feira, 10 de março.

As ações da Casas Bahia têm apresentado uma alta significativa, com um crescimento de 77% em março e 29,91% na última segunda-feira, véspera da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2024. A companhia informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que não tem conhecimento de fatos relevantes não divulgados que possam justificar essa movimentação atípica. O analista Rafael Ragazi, da Nord Research, sugere que o fenômeno pode ser um short squeeze, onde a alta das ações força investidores que apostaram na queda a cobrir suas posições, aumentando a pressão de compra.

A XP Investimentos prevê resultados mistos para o 4T24, com um aumento de 7% no volume bruto de mercadorias (GMV) e uma melhora na margem bruta em 310 pontos-base. No entanto, a expectativa é de um prejuízo líquido de R$ 305 milhões, impactado por despesas financeiras. O grupo já havia registrado um prejuízo de R$ 369 milhões no terceiro trimestre de 2024, uma redução em relação ao ano anterior. A companhia destaca que a diminuição do prejuízo se deve ao crescimento das lojas físicas e à melhoria gradual da rentabilidade.

Enquanto isso, o cenário macroeconômico para o varejo em 2025 é considerado desafiador, com a Genial Investimentos alertando sobre a pressão da inflação e a alta taxa de juros. Apesar do crescimento esperado nas vendas, a análise sugere cautela, especialmente em um ano eleitoral. A volatilidade das ações, com um short interest elevado, pode amplificar os movimentos no mercado. A divulgação dos resultados do 4T24 da Casas Bahia está marcada para 12 de março, enquanto o Magazine Luiza (MGLU3) apresentará seus números no dia seguinte.

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