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Aneel aprova aumento de 1,31% nas contas de luz da Enel Rio e adia decisão sobre a Light

- A Aneel aprovou aumento de 1,31% nas contas da Enel Rio, afetando residenciais. - Light solicitou reajuste zero, mas divergências adiariam decisão sobre tarifas. - Proposta de queda de até 13% nas tarifas da Light gera controvérsia entre diretores. - Fim do contrato com a termelétrica Norte Fluminense pode economizar R$ 2 bilhões. - Decisão sobre tarifas impacta inflação, pois Light representa 10% do IPCA na região.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou um aumento de 1,31% nas contas de luz para consumidores de baixa tensão atendidos pela Enel Rio, que entrará em vigor no próximo sábado. Para o setor industrial, a tarifa terá uma redução de 3,35%. O reajuste é baseado em contratos com a concessionária, levando em consideração […]

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou um aumento de 1,31% nas contas de luz para consumidores de baixa tensão atendidos pela Enel Rio, que entrará em vigor no próximo sábado. Para o setor industrial, a tarifa terá uma redução de 3,35%. O reajuste é baseado em contratos com a concessionária, levando em consideração custos operacionais e variações do setor elétrico. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, destacou que os custos de distribuição e compra de energia aumentaram, enquanto as despesas com transporte diminuíram.

A Light, distribuidora que atende a Região Metropolitana do Rio, solicitou à Aneel um reajuste zero para este ano. A empresa argumenta que isso promoveria maior previsibilidade de custos para os consumidores. A Light também pediu o adiamento de um mecanismo que poderia reduzir as tarifas em 14%, devido ao término de um contrato com a termelétrica Norte Fluminense, que representava 21% do montante contratado. A consultoria TR Soluções estima que a não aplicação dessa redução pode resultar em um “empréstimo” de quase R$ 2 bilhões dos consumidores à empresa.

Nesta terça-feira, a Aneel adiou a decisão sobre o reajuste das tarifas da Light, após divergências entre os diretores sobre o percentual de queda. O relator, Fernando Mosna, propôs uma redução média de 2,35% para residenciais e um aumento de 3,8% para indústrias, mas não houve consenso. A proposta de Mosna visava equilibrar um aumento previsto de 9,94% para 2026, mas outros diretores discordaram, sugerindo diferentes percentuais.

O adiamento da votação foi motivado por um pedido de vista e a tarifa atual permanecerá até nova decisão. A Light argumenta que manter os valores pagos pelos clientes ajudaria a reduzir incertezas no setor elétrico. Especialistas alertam que essa situação pode resultar em um custo adicional para os consumidores, que estariam pagando por serviços que podem não ser prestados. A decisão sobre as contas de luz da Light é a primeira entre as grandes distribuidoras neste ano, e a empresa está em recuperação judicial.

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