A construtora Tenda registrou um lucro líquido consolidado de R$ 21,3 milhões no quarto trimestre de 2024, revertendo um prejuízo de R$ 19,6 milhões no mesmo período de 2023. A receita líquida do grupo, que inclui a marca Tenda e a divisão de casas pré-fabricadas Alea, alcançou R$ 850,6 milhões, um aumento de 12,7% em […]
A construtora Tenda registrou um lucro líquido consolidado de R$ 21,3 milhões no quarto trimestre de 2024, revertendo um prejuízo de R$ 19,6 milhões no mesmo período de 2023. A receita líquida do grupo, que inclui a marca Tenda e a divisão de casas pré-fabricadas Alea, alcançou R$ 850,6 milhões, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. A empresa também anunciou o pagamento de R$ 21 milhões em dividendos aos acionistas, sendo R$ 15 milhões referentes ao dividendo mínimo obrigatório e R$ 6 milhões em dividendos intercalares.
Apesar do lucro, os resultados foram considerados abaixo das expectativas do mercado, com projeções de R$ 80 milhões pelo JP Morgan e R$ 58 milhões pelo consenso. Às 12h55 do dia seguinte à divulgação, as ações da Tenda caíam 6,85%, cotadas a R$ 13,47. No entanto, ao considerar apenas o segmento principal da Tenda, o lucro ajustado seria de R$ 66 milhões, excluindo prejuízos e custos não recorrentes.
O fluxo de caixa livre (FCF) foi de R$ 84 milhões, revertendo o consumo de caixa de R$ 28 milhões no terceiro trimestre de 2024 e superando os R$ 4 milhões do ano anterior. A margem bruta ajustada para o segmento principal foi de 36,2%, comparada a 27,1% no ano anterior. O JP Morgan manteve a classificação de compra e um preço-alvo de R$ 18,50.
A XP avaliou os resultados como mistos, impactados por questões de rentabilidade e aumento da perda líquida na Alea. Contudo, destacou a melhoria nas margens do segmento Tenda, que indicam forte rentabilidade nos novos projetos. O BBI também observou a melhora da lucratividade e o impulso operacional, mantendo a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 22.
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