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Boreout: o novo burnout que afeta a felicidade no trabalho, alerta Adam Grant

- Adam Grant introduz o conceito de "boreout", oposto ao burnout, no trabalho. - A falta de interação social em modelos remotos aumenta a sensação de desinteresse. - Estudo revela que 80% dos trabalhadores preferem trabalho remoto, mas enfrentam desafios. - Grant sugere flexibilizar reuniões virtuais para melhorar a conexão entre colegas. - Relações superficiais no trabalho dificultam a construção de vínculos significativos.

O aumento do boreout, um fenômeno oposto ao burnout, tem gerado preocupações entre os trabalhadores, especialmente em ambientes de trabalho remoto e híbrido. Segundo o psicólogo organizacional Adam Grant, o boreout ocorre quando os profissionais se sentem subestimulados e desmotivados, resultando em uma falta de interesse e energia no trabalho. Essa condição tem se tornado […]

O aumento do boreout, um fenômeno oposto ao burnout, tem gerado preocupações entre os trabalhadores, especialmente em ambientes de trabalho remoto e híbrido. Segundo o psicólogo organizacional Adam Grant, o boreout ocorre quando os profissionais se sentem subestimulados e desmotivados, resultando em uma falta de interesse e energia no trabalho. Essa condição tem se tornado mais comum, à medida que muitos trabalhadores enfrentam a monotonia e a falta de interação social, fatores que contribuem para a insatisfação profissional.

Uma pesquisa da Gallup de 2024 revelou que 80% dos trabalhadores nos EUA preferem modelos de trabalho remoto ou híbrido, mas a falta de interação social é um dos principais desafios enfrentados. Além disso, 30% dos entrevistados consideram que reuniões virtuais são menos eficazes do que encontros presenciais. O relatório da Owl Labs sobre o estado do trabalho híbrido em 2024 mostrou que 27% dos profissionais trabalhavam em modelos híbridos e 11% remotamente, um aumento em relação ao ano anterior.

Grant observa que, em reuniões virtuais, muitos trabalhadores parecem desinteressados, comparando-os a “zumbis”. Ele sugere que líderes devem ser mais flexíveis em relação às expectativas de reuniões virtuais, permitindo que os funcionários participem de maneira mais confortável, como com câmeras desligadas. Essa abordagem pode ajudar a recarregar a energia dos colaboradores e aumentar o engajamento nas interações.

Além disso, a construção de relações significativas no ambiente de trabalho é crucial. Grant recomenda que os funcionários busquem conexões reais, como promover encontros informais ou colaborar em projetos. Ele enfatiza a importância de compartilhar interesses comuns e valores, o que pode fortalecer os laços entre colegas e combater a superficialidade das interações atuais.

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