O volume de vendas no varejo restrito apresentou uma queda de 0,1% em janeiro de 2025 em relação ao mês anterior, que já havia registrado um recuo de 0,3% (dado revisado). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o resultado ficou abaixo da expectativa de alta de […]
O volume de vendas no varejo restrito apresentou uma queda de 0,1% em janeiro de 2025 em relação ao mês anterior, que já havia registrado um recuo de 0,3% (dado revisado). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 0,3% apurada por consultorias. Em comparação com janeiro de 2024, o varejo restrito cresceu 3,1%, enquanto o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve um aumento de 2,3% na mesma base de comparação.
O consumo das famílias, que havia impulsionado os serviços no último ano, parece estar perdendo força. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) revelou um recuo de 0,2% em janeiro, com os serviços prestados às famílias caindo 2,4%. Economistas apontam que essa desaceleração pode estar ligada à redução de estímulos governamentais e ao aumento da inflação, que afeta o orçamento familiar. A análise sugere que a atividade econômica brasileira está em um momento de desaceleração, refletindo nos indicadores de consumo.
Em fevereiro, as vendas no varejo voltaram a cair, com uma retração de 0,9% em relação a janeiro e 1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da empresa de meios de pagamento Stone. O mercado de trabalho ainda se mostra aquecido, mas sinais de desaceleração são evidentes, com alta no desemprego e aumento nos preços dos alimentos. Apenas dois dos oito segmentos analisados registraram crescimento, enquanto o comércio digital teve uma leve alta de 0,4%.
Os dados mais recentes indicam que a economia brasileira enfrenta um esfriamento, com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrando uma queda de 0,1% em janeiro. A expectativa é que a desaceleração continue, influenciada por juros elevados e inflação. Apesar de um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior, o cenário atual sugere desafios para o consumo das famílias, que pode impactar o desempenho do varejo nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade