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Exportações de carne dos EUA enfrentam risco com expiração de licenças na China

- A elegibilidade de plantas frigoríficas americanas para exportar carnes à China expira. - Mais de US$ 3 bilhões em exportações podem ser interrompidas por falta de renovação. - A China não respondeu a pedidos dos EUA sobre renovações, aumentando incertezas. - Investigação chinesa sobre carne bovina pode afetar fornecedores como Brasil e Austrália. - A situação gera tensões comerciais, com tarifas elevadas e impacto no setor agrícola.

Mais de US$ 3 bilhões em exportações de carnes bovina, suína e de aves dos Estados Unidos estão em risco devido à expiração da elegibilidade de centenas de plantas frigoríficas que enviam produtos para a China. A expiração das autorizações, que ocorre na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro, afeta unidades operadas por grandes empresas como […]

Mais de US$ 3 bilhões em exportações de carnes bovina, suína e de aves dos Estados Unidos estão em risco devido à expiração da elegibilidade de centenas de plantas frigoríficas que enviam produtos para a China. A expiração das autorizações, que ocorre na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro, afeta unidades operadas por grandes empresas como JBS, Tyson Foods, Cargill e Smithfield Foods. Essas plantas foram inicialmente aprovadas há cinco anos, como parte do acordo comercial da Fase 1 entre os dois países.

O pacto, firmado em 2020, previa que a China compraria US$ 200 bilhões em produtos americanos para resolver disputas comerciais. No entanto, a situação atual gera incertezas, especialmente com o ex-presidente Donald Trump buscando intensificar tensões comerciais, aumentando tarifas sobre produtos chineses para 20%. Em resposta, a China impôs tarifas sobre diversas importações agrícolas, incluindo carnes.

Brett Stuart, da consultoria Global Agritrends, alertou que a situação pode resultar em uma “restrição completa à exportação”. Joe Schuele, porta-voz da Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos, destacou que a falta de renovação das autorizações cria uma “situação extrema”. A China, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é o segundo maior importador de carne americana, atrás apenas do México.

Enquanto isso, os produtores de carne na China enfrentam desafios com excesso de oferta e queda no consumo, resultando em preços em baixa. Pequim também investiga importações de carne bovina para proteger seu mercado interno, o que pode impactar fornecedores como Brasil e Austrália. O USDA informou que algumas remessas de plantas com autorizações vencidas foram liberadas, mas não houve resposta da China sobre as renovações pendentes. As empresas envolvidas, incluindo Smithfield, Tyson, Cargill e JBS, não comentaram sobre a situação até o momento.

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