O dólar encerrou a sexta-feira, 14 de março de 2025, em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,743, refletindo um cenário externo favorável e acumulando perdas de 0,81% na semana. A aprovação de uma lei pela Câmara dos Representantes dos EUA, que visa evitar um shutdown orçamentário, e a expectativa de estímulos ao consumo na […]
O dólar encerrou a sexta-feira, 14 de março de 2025, em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,743, refletindo um cenário externo favorável e acumulando perdas de 0,81% na semana. A aprovação de uma lei pela Câmara dos Representantes dos EUA, que visa evitar um shutdown orçamentário, e a expectativa de estímulos ao consumo na China, pressionaram a moeda americana. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, indicou que não bloquearia o projeto de financiamento, o que ajudou a estabilizar os mercados.
O Ibovespa também teve um dia positivo, subindo 2,64%, aos 128.957 pontos, após uma alta de 1,43% na véspera. O desempenho foi impulsionado por ações de grandes empresas, como Vale e Petrobras, que avançaram 3,28% e 3,08%, respectivamente, acompanhando a alta do minério de ferro e do petróleo. A pesquisa Ipsos-Ipec revelou que 41% dos brasileiros avaliam o governo de Lula como ruim ou péssimo, o que impactou o mercado, mas não impediu a recuperação do índice.
Os investidores estão atentos aos dados fiscais do Brasil, que mostraram um superávit primário de R$ 104,1 bilhões em janeiro, representando 10,83% do PIB. Essa informação, junto com a queda da dívida pública bruta para 75,3% do PIB, contribuiu para a valorização do real. No cenário internacional, a confiança dos consumidores nos EUA caiu, enquanto as tarifas de Trump continuam a gerar incertezas, afetando o apetite por ativos de risco.
A volatilidade nos mercados americanos persiste, com o Dow Jones e o S&P 500 enfrentando quedas semanais. Apesar disso, o Ibovespa se destaca, acumulando uma alta de 3,14% na semana. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa Selic elevada, com possíveis aumentos na próxima reunião. O fluxo de capital externo também é positivo, com R$ 9,599 bilhões até o dia 12 de março, refletindo um interesse renovado por parte de investidores estrangeiros.
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