Em 2023, o comércio global de soja em grãos alcançou US$ 92,9 bilhões, com a China respondendo por 60,9% das exportações. O Brasil, como maior exportador mundial, representou 57,1% desse total, destacando a importância do mercado chinês para os produtores brasileiros. Historicamente, até 2016, Brasil e Estados Unidos exportavam volumes semelhantes de soja para a […]
Em 2023, o comércio global de soja em grãos alcançou US$ 92,9 bilhões, com a China respondendo por 60,9% das exportações. O Brasil, como maior exportador mundial, representou 57,1% desse total, destacando a importância do mercado chinês para os produtores brasileiros. Historicamente, até 2016, Brasil e Estados Unidos exportavam volumes semelhantes de soja para a China, mas a dinâmica mudou após a imposição de tarifas pelo então presidente Donald Trump em 2018, que resultou em retaliações chinesas.
As tarifas sobre a soja americana permaneceram até 2019, afetando significativamente as exportações dos EUA. Desde então, mesmo com um crescimento nas exportações americanas, os níveis não retornaram aos patamares anteriores em comparação com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras de soja para a China totalizaram US$ 31,5 bilhões, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 12,8 bilhões.
No segundo mandato de Trump, novas tarifas foram impostas sobre produtos chineses, levando a China a retaliar novamente com sobretaxas sobre produtos agrícolas americanos, incluindo a soja. Em março de 2025, a Associação Americana da Soja expressou a frustração dos fazendeiros americanos com a situação, indicando que a guerra comercial poderia beneficiar os produtores brasileiros.
Entre na conversa da comunidade