As fusões e aquisições (M&A) na indústria mineral brasileira em 2024 revelam um aumento significativo no interesse por ativos relacionados a minerais críticos. De acordo com uma pesquisa da KPMG, foram registradas 30 operações de M&A, representando um crescimento de 42,85% em relação a 2023 e o maior número de acordos nos últimos 20 anos. […]
As fusões e aquisições (M&A) na indústria mineral brasileira em 2024 revelam um aumento significativo no interesse por ativos relacionados a minerais críticos. De acordo com uma pesquisa da KPMG, foram registradas 30 operações de M&A, representando um crescimento de 42,85% em relação a 2023 e o maior número de acordos nos últimos 20 anos. Os minerais críticos, que incluem níquel, cobre, lítio, nióbio, cobalto e terras raras, são essenciais para a produção de tecnologias sustentáveis, como carros elétricos e equipamentos de energia renovável.
O levantamento da KPMG indica que 12 das 30 operações envolveram empresas estrangeiras adquirindo negócios brasileiros, enquanto seis foram de empresas brasileiras comprando de estrangeiros. Além disso, cinco operações foram domésticas, e as restantes envolveram transações internacionais. Guilherme Coimbra, sócio da KPMG, observa que muitas transações foram de empresas comprando áreas com potencial para exploração de minerais críticos, especialmente no Centro-Oeste, onde há abundância de terras raras.
Coimbra destaca que a demanda por minerais críticos deve continuar a crescer, independentemente de políticas que possam favorecer combustíveis fósseis. Ele ressalta que grandes empresas estão investindo em pesquisa e desenvolvimento, o que ampliará o uso desses minerais em produtos existentes. O especialista também menciona que o Brasil precisa melhorar sua infraestrutura para facilitar a implementação de projetos, o que poderia impulsionar ainda mais o setor mineral.
Por fim, Coimbra acredita que a transformação da indústria de mineração está em curso, com novos usos para minerais críticos, como em ligas mais resistentes para a construção civil. Ele vê um futuro promissor para o setor, com um potencial de crescimento nas operações de consolidação, especialmente considerando que a busca por esses minerais pode ser menos impactante ambientalmente, devido ao uso reduzido de barragens.
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