Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, afirmou em teleconferência nesta terça-feira (18) que a alta dos juros no Brasil e as políticas do governo Donald Trump devem desacelerar a economia. Ele destacou que a empresa adotará uma postura cautelosa em relação a novos investimentos, prevendo um aumento de um ponto percentual na Selic na quarta-feira (19). […]
Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, afirmou em teleconferência nesta terça-feira (18) que a alta dos juros no Brasil e as políticas do governo Donald Trump devem desacelerar a economia. Ele destacou que a empresa adotará uma postura cautelosa em relação a novos investimentos, prevendo um aumento de um ponto percentual na Selic na quarta-feira (19). Setubal mencionou que a economia deve crescer menos em 2024, com um foco na redução da dívida em vez de novos investimentos.
A Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco e outras empresas, reportou um lucro líquido recorrente de R$ 14,78 bilhões em 2024, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. O lucro do Itaú Unibanco foi responsável por R$ 15,7 bilhões desse total. Setubal e Priscila Grecco, diretora de Administração e Finanças, comentaram sobre o desconto de 24,5% no preço das ações em relação ao patrimônio da holding, o que representa uma oportunidade de investimento.
Setubal também abordou a reforma tributária, que deve eliminar a ineficiência fiscal da holding em 2027, e afirmou que a economia deve crescer cerca de 2,5% neste ano, impulsionada pelo agronegócio. Ele ressaltou que a holding tem se concentrado na redução da dívida, tendo refinanciado R$ 1,3 bilhão em debêntures, reduzindo o custo médio de 1,98% para 1,54% ao ano. O dividend yield da empresa foi de 10,8%, o quinto maior da B3.
Por fim, Setubal reiterou que a Itaúsa não planeja novos investimentos, a menos que surjam oportunidades excepcionais. Ele mencionou que a holding está avaliando alternativas, mas não tem apetite para novos investimentos no momento, especialmente devido à expectativa de juros altos por um período prolongado. A empresa também está focada em aumentar a eficiência e reduzir a concentração em ativos, mantendo uma participação de 37% no Itaú Unibanco.
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