O CEO do Bank of America, Brian Moynihan, afirmou que, apesar da queda na confiança do consumidor, os gastos continuam robustos, com uma mudança do consumo de bens para serviços. Em entrevista ao programa “Squawk Box”, ele destacou que, embora as pesquisas indiquem um pessimismo crescente, os dados de gastos mostram que os consumidores ainda […]
O CEO do Bank of America, Brian Moynihan, afirmou que, apesar da queda na confiança do consumidor, os gastos continuam robustos, com uma mudança do consumo de bens para serviços. Em entrevista ao programa “Squawk Box”, ele destacou que, embora as pesquisas indiquem um pessimismo crescente, os dados de gastos mostram que os consumidores ainda estão dispostos a gastar. Moynihan projetou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2% para este ano, uma redução em relação à tendência recente de 3%.
Ele atribuiu parte dessa desaceleração às tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que devem impactar o crescimento em cerca de 0,4 ponto percentual no curto prazo. Moynihan considerou o crescimento de 2% como um nível de “crescimento de tendência”, algo que o país busca desde a crise financeira de 2008. Ele enfatizou que a continuidade dos gastos do consumidor é um sinal positivo para a economia.
A declaração de Moynihan ocorreu no mesmo dia em que o Federal Reserve anunciou sua decisão sobre as taxas de juros. O mercado não espera cortes nas taxas, e o CEO do Bank of America acredita que o Fed deve manter a cautela, evitando cortes prematuros enquanto a economia cresce a 2%. Ele sugeriu que o banco central deve preservar sua capacidade de ação, dado o impacto incerto das tarifas.
Moynihan também comentou sobre a necessidade de um “taxa de juros real” mais próxima de 3%, em comparação com os níveis próximos de zero que prevaleceram desde a crise financeira até a pandemia de Covid-19. Essa abordagem, segundo ele, seria mais adequada para sustentar um crescimento econômico saudável.
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