O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve ser aprovado pelo Congresso. Durante uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda, ele destacou que a dificuldade está em garantir que os super-ricos contribuam para compensar a renúncia fiscal prevista em […]
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais deve ser aprovado pelo Congresso. Durante uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda, ele destacou que a dificuldade está em garantir que os super-ricos contribuam para compensar a renúncia fiscal prevista em R$ 25,8 bilhões. Haddad enfatizou que a proposta é uma promessa cumprida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca promover justiça social.
A proposta, que já foi enviada ao Congresso, deve beneficiar mais de dez milhões de brasileiros. O governo planeja financiar a isenção através da taxação de cerca de 141,3 mil pessoas que ganham mais de R$ 50 mil por mês, com uma alíquota progressiva que pode chegar a 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que é difícil justificar que milionários paguem menos impostos que profissionais como professores e policiais.
Haddad também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando seu último ano de governo de “improbo” devido a gastos excessivos em busca de reeleição. Ele expressou preocupação com a possibilidade de que a extrema-direita tenha um domínio maior nas redes sociais, o que pode impactar a percepção pública sobre as reformas propostas. O ministro acredita que a aprovação da isenção do IR será um passo importante para a justiça tributária no Brasil.
Enquanto isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 14,25% ao ano, em um esforço para controlar a inflação. Essa decisão contrasta com as medidas de estímulo do governo, que busca aumentar o consumo por meio da isenção do IR. Especialistas alertam que essa disparidade pode dificultar o controle da inflação e a estabilidade econômica no país.
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