- O Banco Central está sob a direção de Gabriel Galípolo desde 1º de janeiro de 2025, com quatro dos nove integrantes do comitê indicados pelo presidente Lula.
- Haddad, ministro da Fazenda, e Lindbergh Farias atribuem a Campos Neto a responsabilidade pela alta da Selic, mesmo ele já não ocupando o BC.
- Na reunião de dezembro, a Selic subiu de 11,25% para 12,25%, e houve sinal de outras duas altas para 2025, uma em janeiro e outra em março, segundo Haddad.
- Lindbergh afirmou que a política monetária foi um equívoco com impactos nefastos e afirmou que as mudanças já estavam pré-fixadas por Campos Neto.
- Gleisi Hoffmann, hoje ministra de Relações Institucionais, tem evitado comentar a alta recente, embora já tenha criticado a elevação sob Campos Neto.
O Banco Central tem uma nova gestão desde 1º de janeiro de 2025, sob Gabriel Galípolo, indicado por Lula. Campos Neto, que deixou o BC em 31 de dezembro de 2024, tinha ficado no cargo por prazo excedente. Ao todo, o governo já escolheu 4 dos 9 membros do comitê de política monetária.
Haddad voltou a apontar Campos Neto como responsável pela alta da Selic, mesmo com a configuração atual do BC liderada por Galípolo. A fala foi feita durante o programa Bom dia, Ministro, em 20 de março.
Segundo o ministro, a decisão de dezembro elevou a taxa de 11,25% para 12,25% e deixaria um guia para dois aumentos adicionais em 2025. Ele afirma que o BC agiu com base no que houve sob Campos Neto.
Lindbergh Farias, em postagem no X, criticou a política monetária e citou o ex-presidente do BC. Ele sustenta que a decisão de dezembro fixou futuras altas da Selic, corrigindo que os aumentos seriam de 1 ponto percentual, e não de 1% cada.
A atual ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, era voz crítica à alta da Selic durante a gestão anterior. Em janeiro, contudo, Gleisi não se manifestou sobre o novo ajuste de juros diante da nova direção do BC.
Mudança na presidência do BC
A gestão Galípolo é apresentada como parte de um alinhamento político do governo com a autoridade monetária. A transição incluiu a nomeação de quadros próximos ao Palácio do Planalto para compor o comitê, buscando maior convergência entre política fiscal e monetária.
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