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Conselho do INSS discute aumento de juros do consignado para aposentados e pensionistas

CNPS se reunirá para discutir aumento da taxa de juros do crédito consignado para aposentados, enfrentando resistência do Ministério da Previdência.

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) se reunirá nesta terça-feira para avaliar um possível aumento na taxa de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Os bancos propõem elevar o teto da taxa de 1,80% ao mês para 1,99% ao mês, justificando que a recente alta da Selic, que agora está […]

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) se reunirá nesta terça-feira para avaliar um possível aumento na taxa de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Os bancos propõem elevar o teto da taxa de 1,80% ao mês para 1,99% ao mês, justificando que a recente alta da Selic, que agora está em 14,25% ao ano, impacta seus custos de captação e reduz a margem de lucro. Essa reunião ocorre após uma elevação anterior em janeiro, quando a taxa foi ajustada de 1,66% para 1,80%.

A proposta de aumento enfrenta resistência do Ministério da Previdência, com o ministro Carlos Lupi afirmando: “Sem chance”. O CNPS é composto por doze membros, incluindo representantes do Ministério da Previdência, aposentados, pensionistas, trabalhadores e empregadores. O setor financeiro argumenta que, sem ajustes nas taxas, a oferta de crédito pode ser comprometida.

Em paralelo, as ofertas de crédito na nova plataforma do consignado, lançada na última sexta-feira, apresentaram uma taxa média de 3% ao mês, com algumas propostas chegando a 2,5% ao mês. Apesar de mais de 40 milhões de simulações realizadas, apenas 11 mil contratos foram fechados, e a taxa média ainda se aproxima de 2,89%, superior às taxas para servidores públicos e aposentados, que estão abaixo de 2% ao mês.

Nos bastidores, há um entendimento de que, mesmo com as taxas atuais, houve um avanço em relação ao crédito anterior, que tinha taxas de até 6,1% ao mês. O governo pode considerar a necessidade de estabelecer um teto para as taxas, como já foi feito para os créditos consignados de servidores e aposentados, caso a expectativa de queda nos juros não se concretize.

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