O Exchange ETF Conference, realizado em Las Vegas, reuniu cerca de 2.000 gestores de ativos e consultores de investimentos, incluindo grandes nomes como Blackrock e Vanguard. Os participantes buscam orientação em três áreas principais: entender a recente volatilidade do mercado, desenvolver estratégias de investimento com ETFs e aprimorar a gestão de suas práticas. O foco […]
O Exchange ETF Conference, realizado em Las Vegas, reuniu cerca de 2.000 gestores de ativos e consultores de investimentos, incluindo grandes nomes como Blackrock e Vanguard. Os participantes buscam orientação em três áreas principais: entender a recente volatilidade do mercado, desenvolver estratégias de investimento com ETFs e aprimorar a gestão de suas práticas. O foco em práticas de gestão está crescendo, representando aproximadamente 35% do conteúdo do evento, refletindo o aumento da gestão de patrimônio, especialmente entre investidores mais ricos.
Os fluxos de ETFs em 2025 mostram um cenário misto, com influxos significativos em ações e um aumento notável em renda fixa, especialmente em fundos ultracurtos. Até agora, os ETFs de ações acumularam R$ 135 bilhões, enquanto os de renda fixa chegaram a R$ 92 bilhões, com R$ 40 bilhões em ultracurtos. Apesar do aumento no ouro, os fundos de metais preciosos atraíram apenas R$ 8 bilhões. A demografia dos investidores, que envelhece, está impulsionando essa mudança em direção a fundos de renda fixa, conforme destacado por Ben Johnson, da Morningstar.
A inclusão de crédito privado e capital privado em ETFs enfrenta desafios. O recente lançamento do SPDR SSGA Apollo IG Public & Private Credit ETF (PRIV) teve demanda modesta, embora o interesse no setor permaneça elevado. James Thomas, da Ropes & Gray, observou que há uma mismatch de liquidez ao tentar encaixar ativos ilíquidos em estruturas de ETFs, o que pode diluir a qualidade dos ativos oferecidos. A competição é acirrada, com empresas como Blackstone e Apollo dominando o espaço de produtos semi-líquidos.
Os ETFs geridos ativamente, embora representem menos de 10% do mercado total de R$ 11 trilhões, estão atraindo quase 30% do novo capital investido. Produtos que oferecem renda regular, como o JP Morgan Equity Premium Income ETF (JEPI), estão em alta. Além disso, ETFs de ações com alavancagem e inversos, que cresceram de 2% para 7% do total de ativos, estão atraindo investidores que buscam apostas em ações de alta volatilidade, como Tesla e Apple.
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