HSBC alertou que a incerteza elevada em relação à economia dos Estados Unidos continuará a pressionar os ativos do país. A instituição financeira destacou que as dúvidas sobre tarifas a serem aplicadas a produtos de diferentes países, com o prazo de implementação marcado para 2 de abril, geraram um “choque de confiança” em consumidores e […]
HSBC alertou que a incerteza elevada em relação à economia dos Estados Unidos continuará a pressionar os ativos do país. A instituição financeira destacou que as dúvidas sobre tarifas a serem aplicadas a produtos de diferentes países, com o prazo de implementação marcado para 2 de abril, geraram um “choque de confiança” em consumidores e empresas. O banco observou uma queda no sentimento do consumidor, aumento nas expectativas de preços e uma deterioração nas perspectivas do mercado de trabalho.
Max Kettner, estrategista-chefe de multi-ativos do HSBC, afirmou que a probabilidade de a incerteza desaparecer completamente após a data limite é baixa. Ele reiterou que, por conta desse cenário, os ativos dos EUA devem permanecer desafiados no curto prazo. Em contraste, as ações na Europa tiveram um desempenho notável, alcançando o maior ganho trimestral em comparação ao S&P 500 desde 1991, com o Euro Stoxx 50 superando o índice americano em 18,5 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2025.
Kettner também expressou uma visão mais otimista em relação à Europa, posicionando-se overweight em ações da zona do euro e de mercados emergentes, enquanto está underweight em ações dos EUA. Essa estratégia reflete a crescente desconfiança em relação à economia americana, que tem impactado o mercado financeiro global.
O HSBC enfatiza que a incerteza em torno da política comercial e suas implicações econômicas são fatores cruciais que influenciam as decisões de investimento. A situação atual sugere que, enquanto os ativos europeus se destacam, os investidores devem permanecer cautelosos em relação às perspectivas dos EUA.
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