O Brasil registrou a criação de 431.995 vagas formais de trabalho em fevereiro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Este é o maior saldo mensal desde o início da nova série histórica em 2020, superando as expectativas do mercado, que previa cerca de 250 mil novas […]
O Brasil registrou a criação de 431.995 vagas formais de trabalho em fevereiro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Este é o maior saldo mensal desde o início da nova série histórica em 2020, superando as expectativas do mercado, que previa cerca de 250 mil novas vagas. O setor de serviços foi o principal responsável por esse crescimento, com 254.812 contratações.
O saldo positivo foi resultado de 2,5 milhões de admissões e 2,1 milhões de demissões no mês. O desempenho foi especialmente favorável para as mulheres, que tiveram um saldo líquido de quase 230 mil contratações, enquanto os homens somaram cerca de 203 mil. O salário médio de admissão foi de R$ 2.205,25, representando uma leve queda em relação a janeiro, mas um aumento em comparação ao ano anterior.
Além disso, o Caged apontou que 26 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento no número de empregos, com São Paulo liderando a criação de postos, totalizando 137.581 vagas. No acumulado do ano, o Brasil já soma 576.081 novas vagas, um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Os serviços continuam a ser o motor do emprego, com um saldo de 304 mil vagas nos dois primeiros meses de 2024.
A taxa de desemprego, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu para 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, em comparação aos 6,1% do trimestre anterior. Essa alta era esperada, refletindo o fechamento de vagas temporárias após o período natalino. Apesar disso, analistas afirmam que o Brasil ainda opera próximo ao pleno emprego, o que pode continuar a impulsionar o consumo das famílias e a pressão sobre a inflação nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade