O Banco da Amazônia (BAZA3) anunciou seus resultados financeiros de 2024, reportando um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, o que representa uma queda de 15,8% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 273,5 milhões, com uma diminuição de 38,6% na comparação anual. O banco atribui essa redução ao […]
O Banco da Amazônia (BAZA3) anunciou seus resultados financeiros de 2024, reportando um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, o que representa uma queda de 15,8% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 273,5 milhões, com uma diminuição de 38,6% na comparação anual. O banco atribui essa redução ao aumento das despesas com provisões para riscos de crédito, influenciadas por condições climáticas adversas e a volatilidade nos preços das commodities, especialmente no setor rural.
O diretor de relações com investidores, Fabio Yassuda Maeda, destacou que “todos os bancos do segmento rural tiveram esse desafio”, referindo-se à pressão nos preços de commodities como soja e milho. Apesar da queda no lucro, o banco observa um crescimento na carteira de crédito, com uma demanda crescente por produtos financeiros na região amazônica. Maeda expressou otimismo, afirmando que “esperamos um ciclo melhor na inadimplência a partir de agora”.
As receitas de intermediação financeira do banco cresceram 18,8% em 2024, atingindo R$ 4,9 bilhões, o maior valor da história da instituição. Esse crescimento foi impulsionado pelas operações de crédito, que totalizaram R$ 2,6 bilhões, um aumento de 30% em relação ao ano retrasado. As operações com títulos e valores mobiliários também contribuíram, somando R$ 2,1 bilhões, uma expansão de 3,4%.
O Banco da Amazônia planeja focar no microcrédito, sem sacrificar outros segmentos. Além disso, há planos para ampliar o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), buscando recursos de fontes internacionais, como o Banco Mundial. O banco também está desenvolvendo parcerias com corretoras e seguradoras, visando diversificar suas ofertas, com um crescimento de 124% na receita de seguros no ano passado.
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