As 500 maiores empresas familiares do mundo geram mais de US$ 8,8 trilhões em receita anual, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, conforme relatório da consultoria EY em parceria com a Universidade de St. Gallen. Este aumento contrasta com o crescimento do PIB global, que foi de apenas 3,3% no mesmo período. […]
As 500 maiores empresas familiares do mundo geram mais de US$ 8,8 trilhões em receita anual, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, conforme relatório da consultoria EY em parceria com a Universidade de St. Gallen. Este aumento contrasta com o crescimento do PIB global, que foi de apenas 3,3% no mesmo período. Se essas empresas fossem um país, ocupariam a terceira posição em termos de economia, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, empregando mais de 25,1 milhões de pessoas.
A receita média anual por empresa é de US$ 17,6 bilhões, com cerca de 80% delas superando US$ 5 bilhões em volume de negócios. A maioria está localizada na Europa (47%), seguida pelos Estados Unidos (29%) e Ásia (18%). Na América Latina, o México se destaca com 15 empresas, seguido pelo Brasil com 13, Chile com 6 e Colômbia com 2. O setor de varejo é o mais representativo, com 20% das empresas, seguido por consumo de massa (19%), manufatura (15%) e mobilidade (9%).
O relatório indica que 34% das empresas estão no mercado há mais de um século e mais de 85% têm mais de 50 anos de história. A Takenaka Corporation, do Japão, é a mais antiga, com 414 anos de existência e ainda sob controle da família fundadora. Em mais de 40% dos casos, o CEO é um membro da família, evidenciando a importância da transferência de gerações e do controle ativo nessas empresas.
Apesar do crescimento, a participação da América Latina ainda é considerada baixa em comparação com outras economias, devido a fatores como instabilidade política e mercados domésticos menores. O analista Jonathan Combeau ressalta que as empresas familiares, quando geridas profissionalmente e adaptadas a mudanças, podem competir globalmente, destacando a importância da institucionalização, planejamento sucessório e uma visão de longo prazo.
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