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Angolana FoodCare conquista mercados globais com cassava e larvas de mopane

FoodCare, empresa angolana, busca investidores para expandir produção de alimentos locais e enfrentar crise econômica. Conheça seus planos.

O mopane worm, uma larva colorida e nutritiva, é amplamente consumido em áreas rurais do sul da África. Com alto teor de proteína e baixo teor de gordura, está sendo promovido como um superalimento para mercados internacionais. A empresa angolana FoodCare, fundada por Marlene José em 2020, processa e exporta uma variedade de produtos alimentícios, […]

O mopane worm, uma larva colorida e nutritiva, é amplamente consumido em áreas rurais do sul da África. Com alto teor de proteína e baixo teor de gordura, está sendo promovido como um superalimento para mercados internacionais. A empresa angolana FoodCare, fundada por Marlene José em 2020, processa e exporta uma variedade de produtos alimentícios, incluindo o mopane worm e a farinha de mandioca, que é seu maior sucesso de vendas.

A FoodCare tem capacidade para processar 84 toneladas de mandioca por mês, mas recebe pedidos internacionais que somam 700 toneladas mensais. A empresa exporta 95% de sua produção, atendendo principalmente a clientes da diáspora africana. José destaca a importância de uma embalagem atraente e informativa para conquistar consumidores não africanos, afirmando que muitos desconhecem a qualidade dos alimentos locais.

O governo angolano busca diversificar a economia, atualmente dependente do petróleo, e aumentar a produção agrícola, que atualmente utiliza apenas 10% das terras aráveis. A revitalização do setor agrícola é vista como essencial para garantir a segurança alimentar e reduzir a dependência de importações. O PLANAGRÃO, por exemplo, visa dobrar a produção de grãos até 2027.

A FoodCare também está implementando um sistema de secagem solar para a mandioca, reduzindo custos de transporte e garantindo a qualidade do produto. José planeja expandir suas operações, incluindo o cultivo de mandioca e a entrada no mercado de café, mas busca US$ 3 milhões em investimentos para isso. Ela enfatiza que a empresa não visa apenas o lucro, mas também deseja mudar a percepção dos angolanos sobre a qualidade dos alimentos locais.

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