O CEO da Primark, Paul Marchant, renunciou ao cargo após uma investigação interna sobre comportamento inadequado em relação a uma mulher, conforme anunciado pela Associated British Foods Plc (AB Foods), controladora da rede. Marchant reconheceu que suas ações, ocorridas em um ambiente social, não atenderam aos padrões da empresa e pediu desculpas à mulher envolvida. […]
O CEO da Primark, Paul Marchant, renunciou ao cargo após uma investigação interna sobre comportamento inadequado em relação a uma mulher, conforme anunciado pela Associated British Foods Plc (AB Foods), controladora da rede. Marchant reconheceu que suas ações, ocorridas em um ambiente social, não atenderam aos padrões da empresa e pediu desculpas à mulher envolvida. As ações da AB Foods caíram até 5% na Bolsa de Londres após a notícia.
George Weston, CEO da AB Foods, destacou a importância do respeito e da dignidade no ambiente de trabalho, afirmando que a cultura da empresa deve ser superior a qualquer indivíduo. A saída de Marchant é significativa, pois ele foi apenas o segundo CEO da Primark em mais de 50 anos. Desde que assumiu em 2009, o número de lojas da Primark dobrou, com a meta de alcançar 530 unidades até 2026.
A investigação foi conduzida por advogados externos e, embora não tenha fornecido detalhes adicionais, a AB Foods afirmou que Marchant reconheceu seu erro de julgamento e continua a oferecer suporte à mulher envolvida. Um porta-voz da empresa mencionou um episódio anterior de comunicação inadequada envolvendo Marchant, que resultou em “ações proporcionais”.
Eoin Tonge, diretor financeiro da AB Foods, assumirá interinamente a posição de CEO da Primark, colaborando com um conselho estratégico criado em 2022. Analistas do Barclays consideram a posição deixada por Marchant uma das mais cobiçadas do varejo, o que deve gerar grande interesse na sucessão. A Primark é responsável por quase metade da receita da AB Foods e pela maior parte de seu lucro.
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