O setor de saneamento no Brasil está passando por uma transformação significativa, impulsionada pelo aumento dos investimentos e pela maior participação de operadores privados. Essa mudança está promovendo um avanço tecnológico, com inovações que melhoram o tratamento de água, a gestão de resíduos de esgoto e a detecção de vazamentos. Carlos Eduardo Teruel, diretor executivo […]
O setor de saneamento no Brasil está passando por uma transformação significativa, impulsionada pelo aumento dos investimentos e pela maior participação de operadores privados. Essa mudança está promovendo um avanço tecnológico, com inovações que melhoram o tratamento de água, a gestão de resíduos de esgoto e a detecção de vazamentos. Carlos Eduardo Teruel, diretor executivo de negócios da Tigre Infraestrutura, destaca que a entrada de operadores privados trouxe maior eficiência e competitividade, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento tecnológico.
A Tigre, que fornece soluções para empresas de água e esgoto, já inaugurou 39 estações de tratamento de esgoto (ETEs) utilizando suas tecnologias, com mais 13 previstas até o final do ano. Essas ETEs são projetadas para serem sustentáveis, reduzindo o consumo de energia em até 45% e a geração de lodo em 40%. A Sabesp, operadora privatizada em São Paulo, também está investindo em novas tecnologias, como a Nereda, que promete otimizar o espaço necessário para o tratamento de esgoto.
A Rio+Saneamento, concessionária do Grupo Águas do Brasil, está focada em tecnologias que minimizam resíduos, como a transformação de lodo em adubo orgânico e sua utilização na produção de cerâmica. A GS Inima Brasil investe em geração própria de eletricidade a partir de biogás e energia solar, com suas ETEs gerando 5,5% da eletricidade que consomem. A empresa também é pioneira em dessalinização, contribuindo para a sustentabilidade do setor.
Além disso, a tecnologia de inteligência artificial (IA) está sendo aplicada para detectar vazamentos de água. O programa Água de Valor, do Grupo Águas do Brasil, utiliza um equipamento chamado Fluid, que analisa ruídos para identificar vazamentos com precisão. Com um investimento de R$ 258 milhões, o programa já economizou 17,5 milhões de metros cúbicos de água, suficiente para abastecer uma cidade de 260 mil habitantes. Essa abordagem inovadora está transformando a gestão hídrica no Brasil, promovendo eficiência e sustentabilidade.
Entre na conversa da comunidade