Muitos investidores estão escolhendo certificados de depósito (CDs) como uma forma segura de guardar dinheiro, especialmente em tempos de incerteza econômica. No entanto, um estudo recente mostrou que optar por CDs de longo prazo e pagar uma penalidade se precisar retirar o dinheiro antes do prazo pode trazer mais retorno financeiro do que escolher CDs de curto prazo. Por exemplo, se alguém investir R$ 1 em um CD de cinco anos com uma taxa de 5% e retirar o dinheiro após um ano, mesmo pagando uma penalidade, o retorno seria de cerca de R$ 1,03. Isso é melhor do que o retorno de um CD de um ano com uma taxa de 1%, que seria apenas R$ 1,01.
Os pesquisadores analisaram as taxas de CDs de mais de 16 mil bancos entre 2001 e 2023 e descobriram que mais da metade dos CDs apresentava preços inconsistentes, onde os de longo prazo ofereciam melhores retornos, mesmo com penalidades. Embora os CDs sejam uma opção segura, é importante não vender ações apressadamente para investir em CDs, pois isso pode resultar em perdas. A recomendação é diversificar, usando uma combinação de CDs de diferentes prazos para maximizar os ganhos e manter alguma liquidez.
Investidores que optam por certificados de depósito (CDs) podem estar perdendo oportunidades financeiras ao escolherem prazos mais curtos. Essa escolha pode ser especialmente prejudicial em tempos de incerteza econômica, como as tensões comerciais geradas pela política tarifária do ex-presidente Donald Trump. Winnie Sun, cofundadora do Sun Group Wealth Partners, destaca a importância de comparar as opções disponíveis no mercado.
Um estudo recente de Matthias Fleckenstein e Francis Longstaff revela que, em muitos casos, escolher um CD de longo prazo e pagar uma penalidade por retirada antecipada pode resultar em retornos financeiros mais altos do que optar por um CD de curto prazo. Por exemplo, um investimento de R$ 1 em um CD de cinco anos com taxa de juros de cinco por cento, resgatado após um ano com penalidade, renderia cerca de R$ 1,03, superando o retorno de um CD de um ano com taxa de um por cento.
Os pesquisadores analisaram taxas de CDs oferecidas por mais de dezesseis mil bancos entre janeiro de dois mil e um e junho de dois mil e vinte e três. Eles descobriram que aproximadamente cinquenta e dois por cento dos CDs apresentavam inconsistências de preços, onde os CDs de longo prazo, mesmo com penalidades, ofereciam melhores retornos. Fleckenstein observa que essa discrepância média é de cerca de vinte e três pontos base.
Embora os CDs sejam uma opção segura para investidores, como aqueles próximos da aposentadoria, Sun alerta contra a venda apressada de ações para migrar para CDs, pois isso pode resultar em perdas financeiras. A recomendação é diversificar, utilizando uma combinação de CDs de longo e curto prazo, para maximizar os rendimentos e manter a liquidez.
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