O investimento em defesa está aumentando em todo o mundo, especialmente na Europa e na Ásia. Isso acontece porque muitos países estão se sentindo inseguros em relação aos Estados Unidos como aliados, especialmente após a administração Trump. Como resultado, eles estão aumentando seus próprios orçamentos de defesa e comprando mais armamentos de fabricantes locais ou de aliados, como a Coreia do Sul. Empresas de defesa fora dos EUA, como ThyssenKrupp e Rheinmetall, estão vendo suas ações crescerem bastante.
A falta de confiança nas alianças tradicionais está levando os países a buscarem uma defesa mais independente. Por exemplo, a Alemanha decidiu aumentar seu orçamento de defesa. Além disso, a demanda por armamentos está beneficiando fabricantes asiáticos, que estão recebendo muitos pedidos de países europeus. Desde 2022, empresas sul-coreanas, como a Korea Aerospace Industries, têm vendido equipamentos para países como a Polônia, que está reforçando suas forças após ajudar a Ucrânia.
A visão sobre investimentos em defesa também mudou. Antes, esses investimentos eram vistos como ruins, mas agora muitos gestores de patrimônio acreditam que ações de defesa são importantes para a segurança e a economia. A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 foi um marco que fez as pessoas reavaliarem a importância do setor de defesa.
O aumento do investimento em defesa global, especialmente na Europa e na Ásia, reflete uma mudança significativa nas dinâmicas de segurança internacional. Após a administração Trump, muitos países passaram a questionar a confiabilidade dos Estados Unidos como aliados, resultando em um aumento nos orçamentos de defesa locais. Fabricantes de defesa fora dos EUA, especialmente na Europa e na Ásia, estão superando suas contrapartes americanas, com ações de empresas como ThyssenKrupp e Rheinmetall registrando ganhos expressivos.
A crescente desconfiança em relação aos EUA levou países europeus a priorizar compras de armamentos de fabricantes locais ou aliados estratégicos, como a Coreia do Sul. David Roche, estrategista da Quantum Strategy, destacou que a falta de confiança nas alianças tradicionais faz com que países busquem uma política de defesa mais autônoma, o que inclui a aquisição de equipamentos militares de fornecedores que compartilham objetivos estratégicos semelhantes. A recente decisão dos legisladores alemães de aumentar significativamente o orçamento de defesa é um exemplo dessa tendência.
Além disso, a demanda por armamentos está impulsionando também as ações de fabricantes asiáticos, que estão sendo contratados para suprir a crescente necessidade de equipamentos militares na Europa. Desde 2022, empresas sul-coreanas, como a Korea Aerospace Industries, têm recebido grandes pedidos de países europeus, como a Polônia, que busca expandir suas capacidades militares após doações de equipamentos à Ucrânia. A ST Engineering de Cingapura também se destacou ao garantir contratos para produção de munições para países europeus.
Por fim, a mudança na percepção sobre investimentos em defesa, que antes eram considerados socialmente inaceitáveis, está se transformando. Uma pesquisa recente revelou que 94% dos gestores de patrimônio veem ações de defesa como compatíveis com critérios de meio ambiente, social e governança (ESG). A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 foi um ponto de inflexão, levando a uma reavaliação do setor de defesa como essencial para a segurança nacional e estabilidade econômica.
Entre na conversa da comunidade