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Brasil registra terceira maior desvalorização entre moedas analisadas em meio à guerra comercial

Brasil enfrenta desvalorização de 5,1% em meio a tensões comerciais entre EUA e China; economistas preveem volatilidade na economia.

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O Brasil teve uma queda de 5,1% na sua moeda nos últimos seis dias, tornando-se a terceira moeda que mais desvalorizou entre 118 analisadas após o aumento das tarifas comerciais pelo governo Trump, anunciado em 2 de abril. Apenas o dinar da Líbia e o peso colombiano tiveram desvalorizações maiores. O economista Alex Agostini alerta que a disputa entre os Estados Unidos e a China pode causar instabilidade na taxa de câmbio e na bolsa de valores. Ele menciona que a taxa de câmbio pode variar entre R$ 5,90 e R$ 6, mas também pode cair para valores mais baixos, dependendo das decisões de Trump.

André Galhardo, consultor econômico, observa que a economia dos Estados Unidos está mostrando sinais de desaceleração, o que pode complicar ainda mais a situação. Embora o mercado de trabalho esteja forte, ele questiona se isso levará o Federal Reserve a cortar juros, o que poderia ajudar moedas em desenvolvimento. Galhardo também diz que, se Trump mudar algumas de suas decisões, a alta taxa de juros no Brasil e as expectativas de crescimento para 2025 podem fazer o real se valorizar. No entanto, a situação continua difícil para o real e para muitas moedas de países em desenvolvimento.

O Brasil registrou uma desvalorização de 5,1% em sua moeda nos últimos seis dias, posicionando-se como a terceira moeda mais afetada entre as 118 analisadas após o anúncio de aumento nas tarifas comerciais pelo governo Donald Trump, em 2 de abril. Apenas o dinar da Líbia, com queda de 13,2%, e o peso colombiano, com 5,8%, tiveram desvalorizações mais significativas. A análise foi realizada por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

Agostini alerta que a continuidade da disputa tarifária entre os Estados Unidos e a China pode resultar em volatilidade na taxa de câmbio e na bolsa de valores. Ele enfatiza que a incerteza persiste até que haja um posicionamento claro entre as duas potências, que representam 43% do PIB global. O economista sugere que a taxa de câmbio pode oscilar entre R$ 5,90 e R$ 6, mas pode retornar a patamares mais baixos, como R$ 5,60 ou R$ 5,70, dependendo das decisões de Trump.

André Galhardo, consultor econômico do Remessa Online, destaca que a desaceleração da economia norte-americana pode agravar a situação. Embora haja sinais de perda de força na economia dos Estados Unidos, o mercado de trabalho permanece robusto. Ele questiona se essa desaceleração levará o Federal Reserve (Fed) a cortar juros, o que poderia beneficiar moedas em desenvolvimento, mas ressalta que a guerra comercial faz com que investidores busquem ativos seguros.

Galhardo também menciona que, se Trump reverter algumas de suas medidas, a taxa de juros elevada no Brasil e as expectativas de crescimento para 2025 podem resultar em uma valorização do real. No entanto, o cenário geral permanece desafiador para o real e para a maioria das moedas de países em desenvolvimento.

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