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Economistas criticam fórmula de tarifas recíprocas do governo Trump e apontam falhas significativas

Economistas criticam fórmula de tarifas recíprocas da administração Trump, apontando erro que pode reduzir taxas em até 75%.

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A fórmula usada pelo governo Trump para calcular tarifas sobre produtos importados tem um erro que pode aumentar os valores das tarifas. Economistas do American Enterprise Institute afirmam que a fórmula, que divide o déficit comercial dos EUA com um país pelo valor das importações desse país, usa um número errado para calcular a elasticidade dos preços. Eles dizem que o valor deveria ser 0,945, mas o governo usou 0,25. Se esse erro for corrigido, as tarifas poderiam cair em até 75%. Por exemplo, a tarifa do Vietnã diminuiria de 46% para 12,2%, e a de Lesoto, de 50% para 13,2%. O economista Alberto Cavallo também discorda da fórmula e acredita que a elasticidade correta é próxima de 1, o que indicaria tarifas ainda menores. A fórmula atual prejudica países mais pobres, como Madagascar e Lesoto, que enfrentam tarifas altas em relação ao seu PIB. Madagascar terá uma tarifa de 47% sobre suas exportações para os EUA, enquanto Lesoto, que tem um PIB pequeno, verá suas exportações severamente afetadas. A fórmula do governo busca eliminar déficits comerciais, mas acaba distorcendo a realidade do comércio e penalizando países que já enfrentam dificuldades econômicas.

A fórmula utilizada pela administração Trump para calcular as tarifas recíprocas sobre produtos importados apresenta uma falha significativa, segundo economistas conservadores. Eles afirmam que o método, que divide o déficit comercial dos Estados Unidos com um país pelo valor das importações desse país, resulta em tarifas inflacionadas. Os economistas Kevin Corinth e Stan Veuger, do American Enterprise Institute (AEI), criticam a escolha de um valor incorreto para a elasticidade dos preços de importação, representada pela letra grega φ (phi), que deveria ser de 0,945, e não 0,25, como usado pelo governo.

A correção desse erro poderia reduzir as tarifas em até 75%. Por exemplo, as tarifas aplicadas ao Vietnã cairiam de 46% para 12,2%, enquanto as de Lesoto diminuiriam de 50% para 13,2%. O economista Alberto Cavallo, da Harvard Business School, também discorda da fórmula, afirmando que a elasticidade correta é próxima de 1, o que indicaria tarifas ainda menores. A metodologia criticada não considera adequadamente as alíquotas cobradas pelos países, focando apenas no déficit comercial dos EUA.

Além disso, a fórmula tem um impacto desproporcional sobre países mais pobres, como Madagascar e Lesoto, que enfrentam tarifas elevadas em relação ao seu PIB. Madagascar, por exemplo, terá uma tarifa de 47% sobre suas exportações para os EUA, enquanto Lesoto, com um PIB de pouco mais de R$ 2 bilhões, verá tarifas que afetam severamente suas exportações, que incluem diamantes e tecidos. Economistas alertam que essa abordagem pode prejudicar ainda mais o desenvolvimento dessas nações.

A fórmula do governo visa eliminar os déficits comerciais bilaterais, mas, na prática, resulta em tarifas que não refletem a realidade do comércio. A análise do déficit comercial e das importações leva a uma distorção, onde países com superávit comercial, como Lesoto, são penalizados com tarifas elevadas. A situação levanta preocupações sobre as consequências econômicas para nações que já enfrentam desafios significativos em suas economias.

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