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Hutchison Holdings enfrenta irregularidades em contrato de portos no Panamá após auditoria

Auditoria revela irregularidades na Hutchison Holdings, que pode perder concessão dos portos no Panamá. Denúncias ao Ministério Público estão a caminho.

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Uma auditoria descobriu que a Hutchison Holdings, que opera dois portos no Canal do Panamá, não cumpriu seu contrato. O controlador panamenho, Anel Flores, disse que a empresa deve US$ 1,2 bilhão e recebeu isenções fiscais indevidas. O contrato, que começou em 1997 e foi renovado em 2021, está sendo revisado por causa dessas irregularidades. O Panamá planeja levar o caso ao Ministério Público e a Suprema Corte está analisando se o contrato deve ser anulado. A auditoria foi divulgada na mesma época em que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou o Panamá, mas Flores afirmou que não há relação entre os dois eventos. Especialistas acreditam que as irregularidades podem ajudar o Panamá a retirar a concessão da Hutchison, em resposta a pressões dos EUA. A empresa também anunciou que pretende vender suas operações em 43 portos ao redor do mundo, incluindo os do Panamá, mas a venda não foi finalizada por investigações na China. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou que o futuro da concessão depende dos resultados da auditoria.

Uma auditoria revelou que a subsidiária da Hutchison Holdings, responsável pela operação de dois portos no Canal do Panamá, descumpriu seu contrato de concessão. O controlador panamenho, Anel Flores, informou que a empresa não pagou US$ 1,2 bilhão (R$ 7 bilhões) e se beneficiou de isenções fiscais indevidas. O contrato, que data de 1997 e foi renovado em 2021, está sob análise devido a irregularidades.

Flores anunciou que o Panamá irá apresentar denúncias ao Ministério Público e que a Suprema Corte está avaliando ações de nulidade do contrato. O resultado da auditoria foi divulgado em um momento crítico, coincidindo com a visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em meio a preocupações sobre a influência da China na região. O controlador negou que a auditoria tenha relação com a visita.

Analistas preveem que as irregularidades identificadas podem facilitar a retirada da concessão da Hutchison, atendendo a demandas dos Estados Unidos. A auditoria foi iniciada em janeiro, após ameaças do ex-presidente Donald Trump sobre o controle do canal, que é vital para o comércio marítimo global.

Recentemente, a Hutchison anunciou planos de vender suas operações em 43 portos em 23 países, incluindo os portos panamenhos, para um consórcio americano. No entanto, a transação não foi concluída devido a investigações de reguladores chineses. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou que o futuro da concessão depende do resultado da auditoria.

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