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Vendas no varejo caem 4% em março, impactadas por calendário e feriados

Vendas no varejo brasileiro caem 4% em março, marcando o quarto mês consecutivo de retração, impactadas por Páscoa e Carnaval.

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As vendas no varejo do Brasil caíram 4% em março de 2024 em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo um índice de vendas. Essa é a quarta queda consecutiva no comércio, afetando todos os setores. Os bens não duráveis, como alimentos e bebidas, tiveram a maior queda, de 5,2%. Os bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos, caíram 3,1%, e os serviços tiveram uma redução de 1,8%.

Um executivo da Cielo explicou que março foi um mês diferente por causa de datas importantes. A Páscoa, que em 2024 será em abril, afetou as vendas de chocolates e produtos relacionados, que normalmente aumentam nessa época. Além disso, o Carnaval, que ocorreu em fevereiro, também fez com que as vendas caíssem em março, já que as pessoas costumam gastar menos durante feriados prolongados. Essa diferença nas datas entre os anos dificultou a comparação dos resultados. O cenário é desafiador para o varejo, que ainda luta para se recuperar.

As vendas no varejo brasileiro apresentaram uma queda de quatro por cento em março de 2024, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Este resultado marca o quarto mês consecutivo de retração no comércio, afetando todos os três macrossetores: bens não duráveis (-5,2%), bens duráveis e semiduráveis (-3,1%) e serviços (-1,8%).

Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, destacou que o mês de março foi atípico devido a fatores sazonais. A Páscoa, que em 2024 ocorre em abril, impactou negativamente o setor de Varejo Alimentício Especializado, que inclui chocolaterias e bombonieres. Este segmento foi o principal responsável pela queda no macrossetor de Bens não Duráveis.

Além disso, o Carnaval, que em 2024 ocorreu em fevereiro, também contribuiu para a diminuição das vendas em março, uma vez que o feriado prolongado geralmente reduz a movimentação do comércio. Alves observou que a diferença de calendário entre os dois anos causou um desbalanceamento nas comparações mensais.

Esses fatores sazonais e a continuidade da retração no comércio refletem um cenário desafiador para o varejo brasileiro, que enfrenta dificuldades em retomar o crescimento. A análise dos dados sugere que a recuperação do setor dependerá de uma série de variáveis econômicas e sazonais nos próximos meses.

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