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RBI reduz taxa de juros para 6% em meio a preocupações com crescimento econômico

Banco Central da Índia reduz taxa de juros para 6% em meio a tarifas dos EUA, que podem impactar o PIB em 0,5% neste ano fiscal.

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O Banco Central da Índia cortou a taxa de juros para 6%, o menor nível desde setembro de 2022, devido a preocupações com a economia, que caiu de 9,2% para 6,5% em um ano. Essa decisão foi tomada após os Estados Unidos imporem tarifas de 26% sobre produtos indianos, o que pode reduzir o PIB da Índia em 0,5% neste ano fiscal. A Reserva Bank of India também revisou suas previsões de crescimento para 6,5% no próximo ano. O governador da RBI, Sanjay Malhotra, mencionou que as tensões comerciais estão afetando a economia global e que a instituição pode fazer novos cortes nas taxas de juros. A inflação está baixa, o que ajuda nesse processo.

Analistas alertam que a economia indiana pode enfrentar riscos, com um crescimento abaixo de 6% sendo uma possibilidade real. Fatores como uma onda de calor podem prejudicar a produção agrícola, que é importante para a economia. A inflação foi de 3,61% em fevereiro, o menor nível desde julho de 2024. A Índia está buscando um acordo comercial com os EUA, mas pode não escapar de uma desaceleração global, especialmente se a demanda por suas exportações cair. A probabilidade de uma recessão mundial é de 60%, segundo o JP Morgan.

O Banco Central da Índia cortou a taxa de juros em 0,25%, reduzindo-a para 6%, o menor nível desde setembro de dois mil e vinte e dois. Essa decisão ocorre em meio a preocupações com o crescimento econômico, que caiu de 9,2% para 6,5% em um ano. A medida foi anunciada após a imposição de tarifas de 26% pelos Estados Unidos sobre produtos indianos, que devem impactar o PIB da Índia em 0,5% neste ano fiscal.

A Reserva Bank of India (RBI) também revisou suas projeções de crescimento, que agora estão em 6,5% para o próximo ano. O governador da RBI, Sanjay Malhotra, destacou que as tensões comerciais estão afetando a economia global e que a instituição está adotando uma postura monetária “acomodatícia”, indicando a possibilidade de novos cortes nas taxas de juros. A inflação moderada oferece espaço para essa flexibilização.

Analistas, como os do HSBC, alertam que a economia indiana pode enfrentar riscos adicionais, com um crescimento abaixo de 6% sendo uma possibilidade real. Fatores climáticos, como uma onda de calor, também podem prejudicar a produção agrícola, que representa 18% do PIB indiano. A inflação, por sua vez, foi registrada em 3,61% em fevereiro, o nível mais baixo desde julho de dois mil e vinte e quatro.

A resposta da Índia às tarifas dos EUA tem sido cautelosa, com o país buscando um acordo comercial. O ministro das Relações Exteriores, S. Jaishankar, afirmou a importância de concluir rapidamente um Acordo de Comércio Bilateral. No entanto, a economia indiana pode não estar imune a uma desaceleração global, especialmente se a demanda por exportações cair devido a uma possível recessão mundial, que, segundo o JP Morgan, tem uma probabilidade de 60%.

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