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Bancos negociam transferência de ações da Braskem para fundo independente da Novonor

Bancos credores da Novonor negociam transferência de ações da Braskem para fundo independente, reduzindo participação da empresa para até 4%.

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Os bancos que emprestaram dinheiro para a Novonor, que antes se chamava Odebrecht, estão planejando transferir as ações da Braskem para um fundo que será gerido de forma independente. Atualmente, a Novonor possui 50,1% da Braskem, enquanto a Petrobras tem 47%. Com essa nova proposta, a participação da Novonor cairia para apenas 3% a 4%. Os bancos, como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, estão fazendo essa transferência como parte de um acordo relacionado a uma dívida de cerca de 15 bilhões de reais. O fundo que cuidará dessas ações será administrado pela Geribá Investimentos, que também está conversando com a Petrobras para um novo acordo sobre as ações. A ideia de colocar as ações em um fundo independente é para evitar problemas de imagem, já que a antiga Odebrecht ainda está envolvida. Os bancos querem esperar um momento melhor para vender as ações, o que pode levar a um período de bloqueio de cerca de três anos. A Petrobras informou que ainda não decidiu o que fará com sua participação na Braskem, e a Novonor não respondeu quando foi contatada sobre a situação.

Os bancos credores da Novonor, anteriormente conhecida como Odebrecht, estão em processo de negociação para transferir as ações da Braskem para um fundo de gestão independente. Atualmente, a Novonor detém 50,1% do capital votante da Braskem, enquanto a Petrobras possui 47%. Com a nova proposta, a participação da Novonor seria reduzida para apenas 3% a 4%.

Os bancos, incluindo Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, estão transferindo as ações como garantia de uma dívida que gira em torno de R$ 15 bilhões. O fundo que gerenciará essas ações será administrado pela Geribá Investimentos. Além disso, a Geribá está em conversações com a Petrobras para estabelecer um novo acordo de acionistas em nome dos bancos.

A decisão de colocar as ações em um fundo independente visa mitigar o risco de imagem associado à troca da dívida por participação acionária, considerando a presença da antiga Odebrecht na estrutura da empresa. Os bancos também estão aguardando um momento mais favorável para a venda das ações, o que resultará em um período de lock-up de aproximadamente três anos, ainda em definição.

A Petrobras, por sua vez, declarou que não tomou decisões sobre sua participação na Braskem até o final de março. A Novonor não se manifestou quando contatada sobre a situação.

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