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Juros médios no Brasil sobem para 43,7% ao ano, maior patamar desde maio de 2023

Juros médios sobem para 43,7% ao ano, enquanto inadimplência atinge 3,3%. Volume de crédito cresce, mas famílias enfrentam desafios.

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Os juros que os bancos cobram no Brasil chegaram a 43,7% ao ano em fevereiro, o que é o mais alto desde maio de 2023. Isso aconteceu porque a taxa Selic, que é a taxa básica de juros, está em 14,25% ao ano. Com os juros altos, fica mais caro usar cartões de crédito, fazer compras parceladas e entrar no cheque especial. Apesar disso, o total de crédito disponível aumentou 0,4%, somando R$ 6,48 trilhões. No entanto, a inadimplência, que é quando as pessoas não conseguem pagar suas dívidas, também subiu para 3,3%, o maior índice desde novembro do ano passado. Para as famílias, a inadimplência é de 3,8%, e para as empresas, 2,3%. O crédito livre, que é aquele com taxas definidas pelos bancos, ficou estável em R$ 3,746 trilhões, enquanto o crédito direcionado, que é para setores específicos, cresceu 0,9%, alcançando R$ 2,740 trilhões. A lei que limita os juros do cartão de crédito rotativo ao valor da dívida original está em vigor desde outubro de 2023, ajudando a proteger os consumidores e aumentando a transparência nas taxas cobradas pelos bancos.

Os juros médios cobrados pelos bancos no Brasil alcançaram 43,7% ao ano em fevereiro, conforme dados do Banco Central. Essa alta de 1,5 ponto percentual em relação ao mês anterior representa o maior nível desde maio de 2023, refletindo o aumento da taxa Selic, que está em 14,25% ao ano. O aumento dos juros impacta diretamente consumidores que utilizam compras parceladas, cartões de crédito e cheque especial.

Apesar do cenário de juros elevados, o volume total de crédito cresceu 0,4%, totalizando R$ 6,48 trilhões em fevereiro. O crescimento foi impulsionado tanto por empresas quanto por famílias. No entanto, a inadimplência também subiu, atingindo 3,3% das operações, o maior nível desde novembro do ano anterior. Entre as famílias, a taxa de inadimplência é de 3,8%, enquanto para as empresas é de 2,3%.

O saldo de crédito livre permaneceu estável em R$ 3,746 trilhões, enquanto o crédito direcionado, que abrange setores como habitação e infraestrutura, cresceu 0,9%, alcançando R$ 2,740 trilhões. O saldo de crédito para famílias aumentou 0,4%, totalizando R$ 4,027 trilhões, e para empresas, houve um avanço de 0,5%, somando R$ 2,460 trilhões.

Desde outubro de 2023, a Lei nº 14.690 limita os juros do crédito rotativo do cartão ao valor da dívida original. Essa regra visa proteger os consumidores e aumentar a transparência nas operações de crédito. O Banco Central disponibilizou uma página específica com dados sobre os juros cobrados, permitindo que os clientes acompanhem as taxas praticadas pelos bancos desde a implementação da lei.

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