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Haddad classifica juros reais no Brasil como ‘anomalia’ e destaca impacto na economia

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alerta sobre juros reais elevados e déficit primário crescente, destacando a urgência de reformas fiscais.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a taxa de juros no Brasil, que está muito alta, em torno de 8,8% ao ano. Ele disse que isso é um problema porque dificulta o crescimento da economia e afeta as contas do governo. O déficit do setor público, que inclui o que se paga em juros, chegou a R$ 939,8 bilhões nos últimos doze meses, mas teve uma leve queda em relação ao ano passado.

Em fevereiro, o déficit primário, que é o que o governo gasta além do que arrecada, aumentou para R$ 19 bilhões. O governo federal teve um déficit de R$ 28,5 bilhões, mas estados e municípios conseguiram um superávit de R$ 9 bilhões. A dívida pública bruta subiu para 76,2% do PIB, o que preocupa sobre a saúde financeira do país. A dívida líquida, que considera os ativos, está em 61,4% do PIB, um nível parecido com o que foi deixado pelo governo anterior.

Haddad reafirmou que o governo quer zerar o déficit primário até 2025 e ter um superávit de 0,25% do PIB em 2026. Ele também comentou que, apesar da inflação de 5,06%, o Banco Central está fazendo seu trabalho. O ministro acredita que há interesse de investidores em projetos no Brasil, com uma previsão de crescimento do PIB de 2,5% para 2025. Por fim, ele anunciou que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 será enviada ao Congresso em 15 de abril.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descreveu como uma “anomalia” a taxa de juros reais no Brasil, que está em torno de 8,8% ao ano. Durante sua participação no Brazil Investment Forum, ele destacou que esse nível elevado prejudica o esforço fiscal e o crescimento econômico, afirmando que a dívida pública é resultado de decisões passadas. O déficit nominal do setor público, que inclui juros, alcançou R$ 939,8 bilhões nos últimos doze meses, embora tenha apresentado uma leve queda em relação ao pico de R$ 952 bilhões no final de 2023.

Em fevereiro, o déficit primário do setor público consolidado aumentou para R$ 19 bilhões, com o governo federal apresentando um déficit de R$ 28,5 bilhões. Apesar de estados e municípios terem registrado um superávit de R$ 9 bilhões, a dívida pública bruta subiu para 76,2% do PIB, refletindo preocupações com a sustentabilidade fiscal. A dívida líquida, que desconta ativos, está em 61,4% do PIB, um nível semelhante ao deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

Haddad reafirmou o compromisso do governo em zerar o déficit primário até 2025, com a meta de alcançar um superávit de 0,25% do PIB em 2026. Ele também mencionou que, apesar da inflação de 5,06% em doze meses, o Banco Central está cumprindo seu papel. O ministro acredita que há um apetite para investimentos privados que podem impulsionar o PIB, com uma previsão de crescimento de 2,5% para 2025.

Por fim, Haddad anunciou que o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será enviado ao Congresso em 15 de abril, dentro do prazo legal. O documento trará as diretrizes para o orçamento do próximo ano e sinalizações fiscais para os últimos meses do governo Lula.

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