O economista Gustavo Medeiros, da gestora Ashmore, afirmou que o aumento dos lucros das empresas americanas desde 2017 não pode continuar. Ele acredita que isso se deve a uma política fiscal que incentiva gastos excessivos do governo Trump. Medeiros analisou dados de lucros das empresas desde 1955 e notou que, até 2017, o crescimento médio era de 6,6% ao ano, mas subiu para 9,2% depois disso. Se os lucros tivessem crescido na média histórica, o índice S&P 500 estaria em 4.600 pontos, bem abaixo dos 6.100 pontos atuais. Ele também questionou a ideia de que o sucesso das grandes empresas de tecnologia se deve apenas a inovações, já que o crescimento dos lucros não acelerou antes de 2017. Além disso, a parte da receita dessas empresas vinda do exterior caiu de 55% em 2016 para 45% em 2024. Medeiros prevê que, em 2025, os Estados Unidos terão que controlar seus gastos públicos, pois não podem continuar se endividando. Ele também comentou sobre tarifas comerciais, dizendo que tarifas de até 12% podem ser boas para arrecadar, mas tarifas mais altas podem prejudicar a economia. Novas tarifas devem ser implementadas hoje, e ele acredita que os EUA usarão isso em negociações, especialmente com a China, que pode responder rapidamente.
O economista Gustavo Medeiros, head global de macro research da gestora Ashmore, destacou que o crescimento atípico do lucro por ação (EPS) das empresas americanas desde 2017 não é sustentável. Ele atribui esse desempenho a uma política fiscal pró-cíclica e a gastos extraordinários do governo Trump. Durante sua participação no programa Stock Pickers, Medeiros analisou dados de EPS desde mil novecentos e cinquenta e cinco, revelando um crescimento médio de 6,6% ao ano até 2017, que saltou para 9,2% após esse ano.
Medeiros argumentou que, se o EPS tivesse mantido a média histórica, o índice S&P 500 estaria em torno de 4.600 pontos, bem abaixo dos 6.100 pontos atuais. Ele também contestou a ideia de que o desempenho das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Magnificent Seven, se deve apenas a inovações tecnológicas, observando que o crescimento do EPS não acelerou significativamente até 2017. Além disso, a receita dessas empresas proveniente do exterior caiu de 55% em 2016 para cerca de 45% em 2024.
O economista prevê que 2025 será um ano de consolidação fiscal nos Estados Unidos, uma vez que o país não poderá continuar a expandir os gastos públicos indefinidamente sem enfrentar dificuldades na rolagem da dívida. Medeiros também abordou as tarifas comerciais, considerando tarifas de até 12% como uma forma eficiente de arrecadação, mas alertou que tarifas superiores podem prejudicar o PIB e a arrecadação.
A implementação de novas tarifas está prevista para hoje, e Medeiros acredita que os Estados Unidos utilizarão essas tarifas como ferramenta de barganha em negociações internacionais, especialmente com a China, que pode retaliar rapidamente.
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