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Queda nas ações de varejo no Brasil reflete impacto do tarifaço dos EUA e aumento dos juros

Tarifas dos EUA impactam ações de varejo no Brasil, com queda acentuada em Magazine Luiza e Casas Bahia, devido à expectativa de juros altos.

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Desde a última segunda-feira, os mercados de ações estão caindo em todo o mundo por causa de novas tarifas de importação dos Estados Unidos. No Brasil, empresas de varejo como Magazine Luiza e Casas Bahia estão enfrentando grandes perdas, mesmo não dependendo de exportações ou produtos importados. O índice Ibovespa caiu 2,6% nos dias 7 e 8 de abril, e algumas varejistas perderam mais de 10% de seu valor.

O principal motivo para essa queda é a expectativa de que os juros vão aumentar. Isso acontece porque os investidores estão mais preocupados com a situação econômica global, o que faz com que os juros futuros subam, afetando especialmente o setor de varejo, que depende de crédito e da confiança dos consumidores. Além disso, o valor do dólar subiu, o que torna os produtos mais caros e pressiona as margens de lucro das empresas.

As varejistas também estão enfrentando custos mais altos devido às tarifas sobre produtos importados, o que pode levar a um aumento nos preços para os consumidores. Isso pode afetar as vendas. Muitos investidores estão buscando opções mais seguras para seus investimentos, o que também contribui para a queda das ações. Na terça-feira, o Citi rebaixou as ações do Magazine Luiza, reduzindo seu preço-alvo, o que indica uma desvalorização significativa. O futuro ainda é incerto, com negociações em andamento sobre as tarifas.

Desde a última segunda-feira, com a implementação das novas tarifas de importação pelos Estados Unidos, o mercado de ações global enfrenta uma queda significativa. No Brasil, empresas de varejo, como Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), destacam-se entre as que mais perderam valor, mesmo sem depender diretamente de exportações ou produtos importados. O Ibovespa registrou uma queda acumulada de 2,6% nos dias 7 e 8 de abril, enquanto algumas varejistas caíram mais de 10%.

O principal fator por trás dessa desvalorização é a expectativa de aumento nos juros futuros. Segundo Willian da Rocha, alocador estratégico da Nippur Finance, a percepção de risco global provocou uma abertura nas curvas de juros, afetando setores sensíveis como o varejo, que depende do crédito e da confiança do consumidor. O aumento da taxa Selic, previsto para conter a inflação, é impulsionado pela desvalorização do real, que fez o dólar subir de R$ 5,836 para R$ 5,910.

Além disso, as varejistas enfrentam custos mais altos devido ao aumento das tarifas sobre produtos importados, o que pressiona suas margens de lucro. Elaine Domenico, sócia da The Hill Capital, aponta que essa situação obriga as empresas a repassarem os aumentos de custo para os consumidores, impactando o volume de vendas. A migração de investidores para ativos mais seguros também contribui para a queda das ações, conforme observado por Adriano Morais, professor de economia.

Na terça-feira, o Citi rebaixou as ações do Magazine Luiza para venda, reduzindo o preço-alvo de R$ 8 para R$ 7,70, o que representa uma desvalorização superior a 20% em relação ao fechamento anterior. O cenário atual permanece incerto, com negociações em andamento entre vários países e os Estados Unidos sobre as tarifas, o que pode influenciar as expectativas sobre os juros futuros.

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