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Brasil se destaca no mercado de carne bovina, mesmo em meio à guerra comercial dos EUA

O Brasil deve focar em mercados exigentes, como Japão e Coreia do Sul, para impulsionar suas exportações de carne bovina, afirma Marcos Jank.

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O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina e pode se beneficiar ao não se envolver na guerra comercial que começou nos Estados Unidos. O professor Marcos Jank, do Insper Agro Global, sugere que o país deve focar em mercados exigentes, como Japão e Coreia do Sul, para crescer. Durante um evento em Ribeirão Preto, ele apresentou três possíveis cenários para a política comercial do presidente americano, Donald Trump.

Na primeira opção, Trump pode fazer acordos simples com países asiáticos. A segunda possibilidade é que haja retaliações mais amplas, como já aconteceu com a China, Canadá e União Europeia. A terceira opção, mais severa, seria manter tarifas altas, o que poderia prejudicar os consumidores americanos e beneficiar a China, levando a uma crise econômica.

Jank também mencionou que o mercado interno brasileiro está saturado, com cada pessoa consumindo quase cem quilos de carne por ano. Para aumentar a produção de carne bovina, o Brasil precisará das exportações, já que é o maior exportador do mundo. A China, por outro lado, precisa importar carne. Para aumentar as receitas, Jank recomenda que o Brasil invista em nichos de mercado, priorizando a abertura do mercado japonês e o acesso ao sul-coreano. Essa estratégia pode ser importante para fortalecer o setor de carne bovina do Brasil em um cenário global difícil.

O Brasil, um dos principais exportadores de carne bovina, pode se beneficiar ao evitar a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos. O professor Marcos Jank, do Insper Agro Global, enfatiza que o país deve focar em mercados exigentes, como Japão e Coreia do Sul, para impulsionar seu crescimento. Durante o Encontro de Confinadores da Scot Consultoria, realizado em Ribeirão Preto, Jank apresentou três possíveis desfechos para a política comercial do presidente americano, Donald Trump.

Na primeira hipótese, Trump pode firmar “acordos cosméticos” com nações asiáticas. A segunda possibilidade envolve retaliações mais amplas, como já demonstrado por China, Canadá e União Europeia. A terceira, considerada mais drástica, seria a manutenção de tarifas elevadas, o que poderia prejudicar o consumidor americano e abrir espaço para a China, levando a uma situação que Jank descreve como “Grande Depressão 2”.

Jank também destacou a saturação do mercado interno brasileiro, que consome quase cem quilos de carne por pessoa anualmente. Ele afirmou que o crescimento da produção de carne bovina no Brasil dependerá das exportações, uma vez que o país já é o maior exportador global, com superávit em produção e sanidade. A China, por sua vez, enfrenta um déficit e precisa importar.

Para aumentar as receitas das exportações, Jank sugere que o Brasil invista em nichos de mercado, priorizando a abertura do mercado premium japonês e o acesso ao mercado sul-coreano. Essa estratégia pode ser crucial para o fortalecimento do setor de carne bovina brasileiro em um cenário global desafiador.

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