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China se prepara para negociar com os EUA, mas reafirma: ‘lutaremos até o fim’

China se mostra disposta a negociar com os EUA, mas reafirma que não recuará diante de tarifas. Aumenta comércio com o Brasil e foca no consumo interno.

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David Daokui Li, um economista da Universidade Tsinghua, disse que a China quer negociar com os Estados Unidos, mas não vai se deixar intimidar. Ele explicou que a frase “lutar até o fim” do governo chinês mostra o orgulho do povo e a resistência a pressões externas. Li acredita que as negociações devem ser feitas em reuniões fechadas, ao contrário do estilo de comunicação pública usado por Donald Trump.

Ele sugeriu três ações para o governo chinês: aumentar a pensão dos aposentados de 30 para 130 dólares, expandir o comércio com o Brasil e a União Europeia, e manter um diálogo prático com os EUA. Li também mencionou que a China precisa incentivar o consumo interno, já que a economia está enfrentando uma queda nos preços, e que as tarifas sobre produtos americanos não afetarão muito as famílias chinesas.

Sobre a preocupação de uma possível “invasão” de produtos chineses na Europa e no Brasil, Li afirmou que isso não deve acontecer, pois os produtos que a China exporta para os EUA não são necessariamente os que esses mercados precisam. Ele acredita que acordos entre os governos podem evitar esse problema.

Por fim, Li comentou sobre a nova política comercial de Trump, sugerindo que, a longo prazo, isso pode beneficiar a China. Ele destacou que a China deve abrir seu mercado, estimular o consumo interno e buscar acordos de livre comércio com outros países, oferecendo uma alternativa à globalização dominada pelos EUA.

David Daokui Li, economista da Universidade Tsinghua, afirmou que a China está disposta a negociar com os Estados Unidos, mas não aceitará intimidações. Em entrevista ao Valor, ele destacou que a declaração do governo chinês de “lutar até o fim” reflete o orgulho da população e a resistência a pressões externas. Li enfatizou que as negociações devem ocorrer em sessões fechadas, ao contrário do estilo midiático adotado por Donald Trump.

Li propôs três medidas para o governo chinês: aumentar a pensão dos aposentados de R$ 30,00 para R$ 130,00, ampliar o comércio com o Brasil e a União Europeia, e manter um canal de negociação pragmático com os EUA. Ele acredita que a China deve estimular o consumo interno, uma vez que a economia enfrenta um problema de declínio de preços, e que a tarifa imposta sobre produtos americanos terá impacto mínimo nas famílias chinesas.

O economista também comentou sobre a possibilidade de uma “invasão” de produtos chineses em mercados como o europeu e o brasileiro, afirmando que isso não deve ocorrer, pois os produtos exportados para os EUA não são necessariamente os que esses mercados demandam. Li acredita que acordos mútuos entre os governos podem evitar essa situação.

Por fim, Li analisou a postura de Trump em relação ao comércio internacional, considerando que a nova política americana pode, a longo prazo, beneficiar a China. Ele destacou que a China precisa abrir seu mercado e estimular o consumo interno, além de buscar acordos de livre comércio com outros países, propondo uma alternativa à globalização liderada pelos EUA.

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