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Fundo Clima financiará projetos de reúso de efluentes e dessalinização para a indústria

Fundo Clima agora financia projetos de reúso de efluentes e dessalinização, promovendo segurança hídrica na indústria. Recursos de R$ 21,2 bilhões.

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O Fundo Clima, que apoia a economia verde no Brasil, agora vai financiar projetos de reúso de efluentes e dessalinização de água para a indústria. Essa mudança foi proposta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e faz parte do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2025, que tem um orçamento de R$ 21,2 bilhões, gerido pelo BNDES.

Em 2024, as ações do Fundo Clima ajudaram a evitar a emissão de 86,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Desde 2017, a CNI estuda o potencial de reúso em estados como Alagoas e Pernambuco, com apoio de especialistas. O objetivo é entender a oferta e a demanda de efluentes tratados para uso industrial. O superintendente da CNI, Davi Bomtempo, afirmou que essa proposta é importante para a segurança hídrica e que o reúso de efluentes pode ser uma boa solução para a gestão da água. O Ministério do Meio Ambiente tem até 60 dias após a sanção da Lei Orçamentária Anual, prevista para 11 de abril, para publicar oficialmente o PAAR 2025.

O Fundo Clima, programa federal voltado para a economia verde, anunciou que começará a financiar projetos de reúso de efluentes e dessalinização de águas para uso industrial. Essa inclusão foi proposta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e incorporada ao Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2025, que conta com um orçamento de R$ 21,2 bilhões, a ser gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em 2024, as iniciativas apoiadas pelo Fundo Clima conseguiram evitar a emissão de 86,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Desde 2017, a CNI tem realizado estudos sobre o potencial de reúso em estados como Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul, com apoio do Centro Internacional de Referência em Reúso da Água (CIRRA/USP). O objetivo é mapear a oferta e a demanda de efluentes tratados para uso industrial.

O superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, destacou que a aprovação da proposta reforça a importância da indústria na busca por soluções sustentáveis para a segurança hídrica. Ele ressaltou que estudos realizados em Alagoas demonstram que o reúso de efluentes é uma alternativa viável para a gestão sustentável dos recursos hídricos, ajudando a mitigar os efeitos da escassez hídrica.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) tem um prazo de até 60 dias após a sanção da Lei Orçamentária Anual, prevista para 11 de abril, para publicar oficialmente o PAAR 2025. Essa nova diretriz representa um passo significativo na promoção de práticas sustentáveis e na redução da pressão sobre os recursos hídricos naturais.

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