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Zimbabwe inicia compensação a agricultores brancos após 20 anos de expropriações

Governo do Zimbabwe inicia compensação a fazendeiros brancos após reforma agrária, buscando restaurar relações com o Ocidente e reerguer a economia.

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O governo do Zimbabwe anunciou que vai pagar 3 milhões de dólares a fazendeiros brancos que perderam suas terras em um programa de reforma agrária que ocorreu há mais de 20 anos. Esse pagamento faz parte de um acordo total de 3,5 bilhões de dólares, assinado em 2020, para compensar os agricultores. O objetivo é melhorar as relações do país com o Ocidente, que foram prejudicadas após as expropriações forçadas entre 2000 e 2001.

O pagamento inicial vai beneficiar 378 agricultores, de um total de 740 que já tiveram suas compensações aprovadas. Esse valor representa apenas 1% dos 311 milhões de dólares que foram reservados para essa primeira fase. O restante será pago com títulos do Tesouro em dólares americanos. Um representante dos agricultores disse que mais pessoas estão interessadas em receber a compensação, mas muitos ainda não aceitaram o acordo e mantêm suas propriedades. O governo decidiu compensar apenas por melhorias feitas nas terras, não pelo valor das propriedades, alegando que as terras foram tomadas de forma injusta por colonizadores.

Desde que o Zimbabwe se tornou independente em 1980, o país enfrentou muitos problemas econômicos, que pioraram com a reforma agrária. O atual presidente, Emmerson Mnangagwa, está tentando restabelecer laços com países ocidentais, afirmando que a reforma não pode ser desfeita, mas que pagar a compensação é importante para melhorar as relações e evitar sanções.

O governo do Zimbabwe anunciou um pagamento inicial de $3 milhões a fazendeiros brancos cujas propriedades foram confiscadas durante um programa de reforma agrária há mais de duas décadas. Este valor é parte de um acordo de compensação total de $3,5 bilhões, firmado em 2020 entre o estado e os agricultores locais. A medida visa reparar as relações do país com nações ocidentais, deterioradas após as expropriações violentas entre 2000 e 2001.

O pagamento beneficiará os primeiros 378 agricultores de um total de 740 que tiveram suas compensações aprovadas. O montante representa apenas 1% dos $311 milhões destinados à primeira fase dos pagamentos. O restante será quitado por meio de títulos do Tesouro denominados em dólar americano, conforme informou o ministro das Finanças, Mthuli Ncube.

Harry Orphanides, representante dos agricultores, declarou que mais fazendeiros estão demonstrando interesse em se inscrever para a compensação. Contudo, a maioria ainda não aderiu ao acordo e mantém seus títulos de propriedade. O governo se comprometeu a indenizar apenas por “melhorias” realizadas nas terras, não pelo valor das propriedades em si, argumentando que as terras foram injustamente tomadas por colonizadores.

Desde a independência em 1980, o Zimbabwe tem enfrentado desafios econômicos significativos, exacerbados pela reforma agrária. O atual presidente, Emmerson Mnangagwa, busca restabelecer laços com o Ocidente, afirmando que a reforma não pode ser revertida, mas que a compensação é essencial para melhorar as relações internacionais e evitar sanções.

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