A inflação no Brasil caiu de 1,31% em fevereiro para 0,56% em março, segundo o IBGE. No entanto, a taxa acumulada em 12 meses subiu para 5,48%, o maior nível em mais de dois anos, distante da meta de 3% do Banco Central. O aumento nos preços dos alimentos, especialmente do tomate, que subiu 22,55%, foi o principal responsável pela pressão inflacionária. O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 1,17% em março, representando cerca de 45% do IPCA do mês. Outros itens como ovo de galinha e café moído também contribuíram para o aumento, enquanto produtos como óleo de soja e arroz ficaram mais baratos. A inflação de serviços subiu 0,62% em março, acumulando 5,88% em 12 meses, impulsionada pelo consumo em um mercado de trabalho aquecido. Todos os grupos do IPCA registraram aumentos, com destaque para Habitação e Transportes. As previsões para a inflação em 2025 foram ajustadas para 5,5%, e a queda nos preços do petróleo pode ajudar a reduzir os preços dos combustíveis. A normalização do clima também é esperada para melhorar a oferta de alimentos e ajudar a controlar a inflação.
A inflação no Brasil desacelerou de 1,31% em fevereiro para 0,56% em março, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração mensal, a taxa acumulada em doze meses subiu para 5,48%, o maior nível em mais de dois anos, distanciando-se da meta de 3,00% do Banco Central.
Os preços dos alimentos, especialmente o tomate, que teve um aumento de 22,55%, foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,17% em março, representando cerca de 45% do IPCA do mês. Outros itens, como ovo de galinha e café moído, também contribuíram para o aumento, enquanto alguns produtos, como óleo de soja e arroz, apresentaram queda.
A inflação de serviços, que reflete a pressão da demanda, subiu 0,62% em março, acumulando 5,88% em doze meses. O economista Fernando Gonçalves, do IBGE, destacou que o mercado de trabalho aquecido impulsiona o consumo, elevando os custos de serviços. Todos os nove grupos do IPCA registraram aumentos, com destaque para Habitação e Transportes.
As previsões para a inflação em 2025 foram levemente ajustadas, com expectativa de 5,5%. O economista Fabio Romão, da LCA Consultores, mencionou que a recente queda nos preços do petróleo pode levar a uma redução nos preços dos combustíveis. A normalização climática também é esperada para ajudar na oferta de alimentos e, consequentemente, na contenção da inflação.
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