Os governos estaduais e municipais do Brasil investiram em 2024 mais do que o dobro do que em 2019, totalizando R$ 57,6 bilhões por trimestre. Esse aumento se deve ao crescimento das receitas tributárias, transferências do governo federal e novos empréstimos. Apesar de os investimentos poderem ajudar a economia, especialistas estão preocupados com a qualidade deles, já que muitos são financiados por emendas parlamentares.
Os estados investiram, em média, R$ 22,4 bilhões por trimestre, enquanto as prefeituras chegaram a R$ 35,2 bilhões, com aumentos de 128,6% e 132,2%, respectivamente, em relação a 2019. O economista Bráulio Borges destaca que, embora o aumento seja bom para a infraestrutura, a falta de planejamento e análise de custo-benefício é alarmante. Claudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial, observa que os investimentos variam muito em qualidade e critica o uso de emendas parlamentares, que muitas vezes não são bem planejadas, resultando em desperdício.
Um levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI) mostra que os municípios são os maiores beneficiários das emendas federais, recebendo R$ 23,9 bilhões de um total de R$ 31,6 bilhões até setembro de 2024. Embora existam regras para garantir que parte dos recursos seja usada em obras, a falta de transparência dificulta a avaliação da qualidade dos investimentos. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alerta que muitos desses investimentos geram despesas permanentes, sem garantir recursos para sua operação futura.
Os governos estaduais e municipais do Brasil investiram em 2024 mais do que o dobro do que em 2019, totalizando R$ 57,6 bilhões por trimestre. Esse aumento é impulsionado pelo crescimento das receitas tributárias, transferências da União e novos empréstimos. Embora essa elevação de gastos possa ter um efeito positivo na economia, especialistas levantam preocupações sobre a qualidade dos investimentos, muitos dos quais são financiados por emendas parlamentares.
Os dados indicam que, em média, os estados investiram R$ 22,4 bilhões por trimestre, enquanto as prefeituras alcançaram R$ 35,2 bilhões, representando aumentos de 128,6% e 132,2%, respectivamente, em relação a 2019. A análise de Bráulio Borges, economista-sênior da LCA 4intelligence, destaca que, embora o aumento de investimentos seja positivo para a infraestrutura, a falta de planejamento e análise de custo-benefício é preocupante.
Claudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial, observa que os investimentos são heterogêneos, com alguns projetos de boa qualidade e outros com alocação inadequada de recursos. Ele critica o uso crescente de emendas parlamentares, que muitas vezes não seguem uma lógica racional de investimento, resultando em desperdício. Frischtak afirma que a maioria das emendas não passa por uma análise de custo-benefício, o que compromete a eficácia dos gastos.
Além disso, um levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado revela que os municípios são os principais beneficiários das emendas federais, recebendo R$ 23,9 bilhões de um total de R$ 31,6 bilhões repassados até setembro de 2024. Apesar das regras que exigem aplicação mínima em obras, a falta de transparência dificulta a avaliação da qualidade dos investimentos. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alerta que muitos investimentos geram despesas permanentes, sem garantir recursos para sua operação futura.
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